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Educadores querem atenção diferenciada para crianças hiperativas

Problema foi debatido por pesquisadores do Ifac

Profissionais de saúde e educação participaram nesta sexta-feira (26) de uma capacitação em Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O transtorno neurobiológico atinge de 3 a 6% de pessoas no mundo e ainda é pouco conhecido. Um dos objetivos da capacitação foi de difundir as últimas pesquisas científicas e as formas de dar suporte aos portadores.

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. É um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção).

Pela segunda vez no ano, a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA) vem ao Acre para ministrar cursos de capacitação. Profissionais de saúde e educação acompanharam palestras ministradas por médicos e psicólogos, que abordaram diversos temas do transtorno, pouco conhecido pela maioria da população. O evento foi promovido pelo Instituto Federal do Acre (Ifac).

A psicóloga Iane Kestelman, uma das palestrantes do evento e presidente da ABDA, também é mãe de dois jovens com TDAH. O marido dela tem vários casos do transtorno na família.
A profissional explica que esse é um dos motivos de estar tão engajada na luta da associação. Outra bandeira defendida pela entidade é a inclusão diferenciada aos portadores do TDAH na escola.

“Essas pessoas não conseguem aprender como as outras. A atenção é condição para a aprendizagem então a gente acredita que os professores podem ajudar e muito, com técnicas básicas, no aprendizado e na sustentação de atenção das crianças”, comentou.
A presidente da ABDA acredita que a educação precisa de estratégias diferenciadas para receber nas escolas portadores do transtorno que atinge de 3 a 6% da população mundial.

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