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Insatisfeitos, imigrantes jogam comida nas ruas de Brasileia

Pelo menos 2.500 estrangeiros estão vivendo no município

Durante a noite desta quarta-feira, dia 26, alguns imigrantes que estão alojados no abrigo permanente localizado na cidade de Brasileia, no Acre, se revoltaram com a “má qualidade da comida” que lhes são servidos e resolveram protestar, jogando no chão, a marmita que recebem.

A empresa ganhadora da licitação que lhes rendeu em torno de R$ 1 milhão, deveria fornecer cerca de três refeições dignas e comestível aos imigrantes. Esta não seria a primeira vez em que acontece esse tipo de reclamação, mas não dessa forma em que em mostram as marmitas cheias de arroz e alguns pedaços de carne.

Devido o horário, não foi possível falar como responsável pelos imigrantes, Damião Borges, que representa a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos no Acre – Sejudh, e acompanha a trajetória desde 2010, quando Brasileia passou a receber os primeiros haitianos após a tragédia no país.

Hoje, são mais de 2.500 imigrantes de várias nacionalidades que se espremem no abrigo e vivem de forma degradante junto ao mal cheiro de urina e água podre. Parte desta desgraça, se deve à cheia do Rio Madeira no estado de Rondônia, onde impossibilita que muitos sejam levados para regiões do Sul e Sudeste a procura de trabalho.

Brasileia, no Acre, tem uma população de pouco mais de 22 mil habitantes, teve um crescimento de 5% da população em poucos meses. Neste tempo, uma desordenação social foi estabelecida e passou a ser mal vista pelos municípios, que é considerado descriminação pelos Direitos Humanos do Acre.

As fotos foram registradas e enviadas por meio de celular, via programa ‘WhatSapp’, por um transeunte no momento da revolta dos imigrantes.

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