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Embrapa apresenta solução para praga que afeta seringais

Mandarová afeta seringais de cultivo e nativos

Em um plantio de seringueiras, na zona rural de Capixaba, Agazeta.net acompanhou o trabalho das equipes da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e Idaf (Instituto de Defesa Animal e Florestal). Eles vieram em busca de um inseto que tem dado muita dor de cabeça para extrativistas de cinco municípios acrianos.

Um tipo de lagarta conhecida como Mandarová tem atacado, pela primeira vez, seringais do estado. Ela é pequena, pode chegar a 11 centímetros de comprimento, porém, tem causado inúmeros transtornos.

O surto já provocou prejuízos em áreas plantadas e nativas. No local da visita, é possível perceber o contraste. Seringueiras que não foram atacadas continuam como ritmo normal de produção.

Na mesma propriedade, a diferença: o cenário mais parece um cemitério de árvores. 15 dias foram suficientes para a lagarta atacar toda a folhagem. Por causa da praga, a retirada do látex está suspensa por tempo indeterminado.

“Resultado. Vai haver a redução drástica da produção de látex. O produtor e seus trabalhadores já suspenderam nessa área a retirada da borracha para que as árvores possam repor as energias com sua nova folhagem”, disse o coordenador de monitoramento de pragas do Idaf, Pedro Arruda.

O ciclo de reprodução da Mandarová é rápido e aumenta ainda mais a preocupação para um grande surto no estado. Pelo chão e em baixo de troncos de árvores, não é difícil encontrar as pupas, o último estágio da lagarta antes de se transformar em mariposa.

A causa ainda é mistério, mas uma possível solução está bem próxima. Uma delas é a utilização de um vírus que controla a proliferação da Mandarová. “Quando essas mariposas atingir o pico populacional, o produtor deve se precaver, comprar os produtos, buscar o Idaf sobre orientações corretas para evitar o dano”, finalizou Rivadalve Gonçalves, pesquisador da Embrapa.

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