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Empresas não querem mais contratar haitianos

Com a chegada do final do ano as empresas deixam de contratar

As empresas brasileiras não mostram mais tanto interesse na contratação de haitianos que vivem atualmente na cidade de Brasileia, no interior do Acre. A informação foi repassada pelo servidor da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, Damião Borges, encarregado de receber os imigrantes. Ele também é coordenador do galpão onde vivem atualmente mais de 700 estrangeiros, sendo a maioria haitianos.

Segundo Borges, com a chegada do final do ano as empresas deixam de contratar. Desde a chegada deles, em 2010, mais de mil já foram levados por empresas de diversos estados interessadas em mão de obra estrangeira. A maioria dos haitianos no galpão está documentada.
“Todos os dias chegam vários haitianos. O problema é que as empresas não se interessam mais em contratá-los. Eles chegam à Brasileia, fazem a documentação e muitos vão embora. De cada dez, seis vão embora por conta”, disse Borges.
No Acre, eles recebem a autorização para ficar no Brasil, e tiram documentos como o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a carteira de trabalho.
O fluxo migratório intenso começou em 2010 quando os primeiros imigrantes haitianos começaram a chegar ao Brasil, por meio do Acre, buscando reconstruir a vida. A vinda deles ocorreu depois de enfrentar um terremoto que devastou a capital haitiana, Porto Príncipe, e um surto de cólera que se seguiu ao desastre. Brasiléia já chegou a abrigar de uma única vez mais de 1,5 mil imigrantes do país caribenho.
Em agosto deste ano, o Ministério da Saúde destinou R$ 56 mil ao município, por meio do Piso de Atenção Básica, para compensar a sobrecarga no atendimento de saúde dos haitianos. Os recursos veio após o governo do Acre decretar estado de emergência social em Brasileia em abril deste ano, em função do crescimento da migração.
Mesmo com a ajuda do governo federal, o governo estadual continua ajudando os imigrantes na alimentação e atendimento médico.

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