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Empresas reduzem proposta de R$4,10 para R$4,08

Movimentos sociais e sindicatos prometem protestos na capital

Representantes de movimentos sociais e sindicatos se mobilizam contra aumento na passagem de ônibus. Na próxima segunda-feira (23), devem ocorrer protestos na capital.

O encontro aconteceu na tarde desta quinta-feira (19) no auditório da Assembleia Legislativa. Representantes de movimentos sociais, estudantes e sindicalistas se uniram para discutir os passos de enfrentamento ao aumento na tarifa do transporte público.

Na última quarta-feira (18) o Conselho de Transporte se reuniu para oficialmente ouvir dos empresários qual o valor do reajuste protocolado junto a prefeitura. De R$ 4,10, as empresas reduziram para R$ 4,08 e alegaram na reunião que o aumento na tarifa não pode ser menor do que R$ 3,80.

As explicações que justificariam aumento de custos no transporte, para a representante dos estudantes secundaristas, Kersey Morais, que participa do conselho, não convenceram. “Não é só o estudante que pega ônibus. É o pai de família que não tem R$ 4,00 para poder pegar esse ônibus. Eles alegam que o número de passageiros caiu, deve ser por que o transporte não é atrativo. Se fosse, as pessoas deixariam os carros em casa e andariam de ônibus, como acontece nas grandes cidades”, opina.

Na reunião o presidente do sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá, lembrou que os cobradores de ônibus foram demitidos e com isso reduziu o custo operacional das empresas. Ele também relembrou vários compromissos que o setor se comprometeu em honrar e que não foram cumpridos.

“Eles assinaram um TAC junto ao Ministério Público e não cumpriram e tinham que ser multados em R$ 5 mil por dia. A obrigação deles era de melhorar a frota, dar acessibilidade aos cadeirantes, transferir as placas de outros estados para o município arrecadar o imposto, comprar ônibus através da isenção que foi dada a eles”, disse Jucá.

Apenas acompanhar o que o Conselho de Transportes está fazendo, para os integrantes da frente que combate o aumento na tarifa, não basta. A partir da próxima segunda-feira, protestos devem ser promovidos para alertar aos usuários dos coletivos e repudiar o reajuste.

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