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Ensino integral da escola Raimunda Pará é suspenso

Comunidade reclama da falta de opção

A Escola Estadual Raimunda Silva Pará, localizada no bairro Cidade do Povo, não vai oferecer o ensino em tempo integral este ano. A notícia segundo a liderança comunitária do bairro causou frustrações às famílias dos estudantes que viam no projeto, uma forma de manter os filhos ocupados e aprendendo ao longo do dia.

As escolas da rede estadual que oferecem o ensino em tempo integral iniciam o ano letivo no próximo dia 19. Pela primeira vez, a que fica no Cidade do Povo receberia a modalidade de ensino, mas os planos foram abortados pela Secretaria de Educação.

De acordo com o líder comunitário Robson Souza, a notícia desanimou os pais dos estudantes do ensino médio que residem na Cidade do Povo. “Tem muitas mães tristes e que estavam ansiosas, alegres por que seus filhos iam ficar o dia todo ocupado, ia ter algo novo na nossa comunidade, a nossa juventude ia tá com a mente ocupada em uma coisa boa”, disse ele.

Robson Souza afirma que a falta de verba para custear o ensino em tempo integral, foi a razão apresentada aos moradores, para suspender o projeto.

Cerca de 1.300 estudantes seriam atendidos pela iniciativa que estrearia no bairro. Uma reunião foi promovida para explicar o por quê das mudanças de planos, mas poucos compareceram. De acordo com o diretor da escola, Jucelio Trindade o projeto do tempo integral foi suspenso na Raimunda Pará em 2018. A ideia é que já no ano que vem, a unidade passe a oferecer a nova modalidade de ensino.

“Na realidade a escola precisa ser preparada melhor ainda, né. A Secretaria de Educação está preparando melhor essa escola para que ela possa funcionar como uma escola de excelência. Não deixou de existir essa possibilidade de ser ensino integral, vai estar sendo preparada para oferecer um ensino integral da maneira que a comunidade deseja”, explicou o diretor.

Para os estudantes a notícia não é tão ruim quanto parece. Como já estão acostumados a estudar em um só período, no contraturno, eles veem possibilidade de fazer outras coisas, como por exemplo, se capacitar e trabalhar.

“A minha mãe queria que fosse integral por que ela acha melhor, mas pra mim vai ser bom por que eu vou fazer alguns cursos e posso até trabalhar”, disse a aluna Raquel Carmiele.

“Pra mim foi bom e foi ruim por que eu estava com expectativa de estudar mais e ter uma expectativa melhor nos estudos, mas agora como não vai ser mais, aí vou optar por trabalhar por no Menor Aprendiz ou algo do tipo”, disse a estudante Ana Paula Alves.

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