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Escola no João Eduardo está abandonada

Livros jogados mostram abandono

A escola estadual de ensino fundamental João Eduardo, localizada no bairro que leva o mesmo nome da escola, foi inaugurada no ano de 2009, desativada a menos de um ano e está completamente abandonada. O prédio agora é utilizado como esconderijo para criminosos e banheiro público.

Apesar da fachada ainda estar intacta basta entrar para ver o descaso com o bem público. O terreno está tomado pelo mato, objetos estão espalhados pelo chão e até foram quebrados, livros foram jogados no telhado. Em algumas salas, parte do forro foi furtado, além de lâmpadas, janelas e vidros quebrados, mesas e cadeiras danificadas. Toda a fiação elétrica já foi furtada, a cantina invadida e até as pias foram levadas por bandidos.

Os moradores do bairro estão assustados com o caso, uma vez que a criminalidade aumentou na região após a desativação do espaço. “Tanto menino que tinha aí pra estudar e a escola desse jeito, poderia fazer alguma coisa pra usar o espaço.” Disse o aposentado Francisco Tavares.

A maior parte dos livros se estraga sem proteção e manuseio adequados. Além disso, CPU’s e monitores foram deixados em algumas salas. O prejuízo no local é incalculável.

As mães de alunos que estudavam na escola não se conformam com a situação. “A gente pede socorro que a justiça faça alguma coisa, governador, prefeito, mas pelo amor de Deus que eles façam alguma coisa, porque a gente não aguenta mais os vândalos aqui dentro, quebrando.” Pediu a dona de casa, Maria Aparecida.

De acordo com o representante da Secretaria de Estado de Educação, Justino de Queiroz, a escola já estava em processo de desativação desde 2015 por falta de alunos. Como a demanda era insuficiente para o tamanho do prédio, a secretaria resolveu fechar a unidade e transferir os alunos.

“O motivo maior realmente é pelo fato da gente não estar tendo clientela, e os alunos estão sendo direcionados aos espaços mais próximos, escolas próximas e a secretaria já está vendo uma segunda alternativa pra própria secretaria utilizar o espaço.” Afirmou Queiroz.

O problema é que só foi removido o mobiliário, mas esqueceram dos livros. A vigilância eletrônica também foi retirada há duas semanas. A empresa terceirizada parou de realizar o serviço, o que deixou a escola vulnerável. O representante da secretaria informou que só ficou sabendo dessa situação por meio da nossa equipe de reportagem, garantiu que pelo menos os livros serão recolhidos da biblioteca. Agora será preciso fazer uma análise para saber qual deles será possível aproveitar.

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