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Especialistas discutem Cadeia Produtiva do Bambu

Acre tem 4,5 milhões de hectares de bambu

Seminário Internacional sobre a Cadeia Produtiva do Bambu é realizado no Acre. O evento se estende até a próxima quinta-feira (26) e tem uma programação extensa, com palestras, debates e visitas em área de bambu nativo. A abertura do evento ocorreu no Teatro Universitário da Ufac.

A planta tem alto valor agrícola e comercial e pode ser utilizada em artesanatos, paisagismo e, principalmente, na Construção Civil.

Francisco Rafael de Melo é produtor há 10 anos e plantou bambu em 1 hectare de sua propriedade. Atualmente ele faz redes e bancos com a matéria-prima. “O resultado já está aparecendo. Já está dando de fazer algum móvel, algumas coisas com que já plantei”. O encontro é realizado pela Embrapa, Ufac, CNPq e o Governo do Acre. O tema é: “Integrando saberes, potencializando parcerias”.

“Se nós começássemos a explorar o bambu, com certeza, nós chegaríamos a aumentar mais em cinquenta por cento nosso PIB da agropecuária, então nós temos aqui não só possibilidade de gerar negócio entre o Acre e outros estados do Brasil, mas também entre Acre e outros países,” explicou o chefe-Geral da Embrapa Acre, Eufran Amaral.

Outros países se interessam pelo Acre porque aqui tem a espécie guadua, conhecida como ‘bambu brabo’, que é maior e mais resistente que os outros.

O Acre possui 4,5 milhões de hectares de floresta de bambu. Apesar de toda essa matéria-prima, apenas 3 construções do Estado utilizam o material. Um dos objetivos desse encontro é traçar estratégias que serão usadas em novas construções.

“Agora o passo que nós estamos dando é justamente a elaboração de uma norma de estruturas de bambu. Existem projetos de estruturas de aço, de concreto, de madeira, e nós estamos elaborando agora o projeto de estrutura de bambu. O bambu vai poder ser integrado oficialmente nas obras de engenharia”, garantiu o coordenador da Rede Brasileira de Bambu, Normando Perazzo.

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