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Estado ignora dia Mundial de Combate às Hepatites

Data “passa em branco” no Acre

Nesta segunda-feira, 28 de julho, dia mundial de combate as hepatites virais, a data passou em branco pelas autoridades de Saúde do Acre. Nenhuma ação de conscientização aconteceu e preocupa porque o Estado é endêmico para a doença.

No dia mundial de combate às hepatites virais, comemorado em 28 de julho, a população tem mais uma oportunidade de ser informada e sensibilizada sobre a doença. É um dia demostrar as ações de conscientização e alertar para a necessidade da prevenção, diagnóstico e tratamento.

A hepatite é uma doença que requer atenção porque é silenciosa e pode desencadear outras doenças mais perigosas como: cirrose hepática e câncer de fígado, por exemplo. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C.

Existem, ainda, os vírus D, conhecido como Delta e E. O Acre é um Estado endêmico para a doença. A Hepatite B tem maior predominância na região, com cerca de 4.400 casos confirmados.

O Acre é o Estado com maior número de casos de hepatite Delta do país. Cerca de 500 pessoas são portadoras da doença. A hepatite Delta é contraída apenas se a pessoa já estiver com a hepatite B. A transmissão acontece através da relação sexual.

A melhor forma de prevenção às hepatites virais é a vacinação. No Acre, a vacina contra hepatite B é liberada para todas as faixas etárias. Recentemente foi lançada a vacina contra hepatite A, para crianças de 1 a 2 anos. Outras medidas de prevenção estão ligadas a higiene pessoal.

A coordenadora de hepatites virais da Secretaria de Saúde, Karine Pinheiro, afirmou que ações de conscientização do dia mundial de combate às hepatites virais ficaram a cargo das unidades básicas de saúde que receberam material para panfletagem. No entanto, nos dois postos de saúde visitados pela nossa reportagem em Rio Branco, nenhuma ação foi promovida.

Na unidade de saúde do São Francisco, uma das regiões mais populosas da Capital, a pessoa responsável pelo setor não estava. No bairro Vila Ivonete, a funcionária da área de endemias admitiu que nada foi preparado. “Passou em branco”, respondeu.

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