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“Estou completamente em isolamento por ser do grupo de risco”, afirma Cristal Batista

Estudante é portadora de diabetes e avó tem 92 anos

Em tempos de pandemia do novo coronavírus algumas medidas de segurança precisam ser tomadas, principalmente quando as pessoas são idosas, possuem alguma comorbidade ou entram em contato direto com esses grupos.

Para Cristal Batista, acadêmica de Nutrição, os cuidados são em dobro, pois ela é portadora de diabetes, e mora com a mãe e a avó de 92 anos. Duas pessoas em casa são do grupo considerado de risco.

“Estou completamente em isolamento por ser do grupo de risco. Não vou em supermercado, farmácia ou qualquer outro lugar. Sequer recebo encomendas ou comida no portão”, conta.

As visitas em casa também precisaram ser suspensas. “Faz algum tempo que não deixamos outras pessoas – além de mim e da minha mãe – entrar em casa ou chegar perto dela. Minha mãe sai apenas para o necessário, e quando chega tem que tirar toda a roupa, se higienizar antes de chegar perto da minha avó”.

Aos 92 anos, dona Chicó, como é mais conhecida pelos amigos e família, tem problemas de visão e locomoção, mas sua saúde está muito bem, principalmente pela família sempre zelar e tomar os cuidados necessários.

“Geralmente minha avó assiste aos jornais com a gente, e ela tem completa noção de tudo que está acontecendo, a pandemia que estamos vivendo. Graças a Deus ela entende que tudo que fazemos é pra segurança dela”, destaca Batista.

O isolamento social é uma medida de contenção importante da doença, mas só ela não é eficaz como medida preventiva contra a Covid-19. É preciso ter cuidado com as coisas que vêm da rua e entram nas casas.

“Quando temos contato com compras de supermercado, por exemplo, precisamos higienizar os produtos e nos higienizar antes de voltar a chegar perto dela. Além disso, todos os remédios, fraldas e produtos que vão ser utilizados por ela precisam ser desinfetados”.

Mesmo com os serviços de entrega de supermercado, farmácia e outras lojas em casa, nem sempre é possível comprar tudo o que precisa por delivery. “Precisei lidar com a falta de insulina, porque não pude ir ao Posto de Saúde, por medo de contrair doença ou ter complicações de saúde, e depois ter que procurar algum hospital com receio de ser infectada pelo coronavírus”.

“É muito difícil ser do grupo de risco e estar em um isolamento tão restrito, com medo por não saber quando as coisas podem começar a melhorar. Ver amigos e outras pessoas não respeitando o isolamento, levando a vida normal, ou ainda, umas férias adiantadas. No momento só espero que tudo isso passe logo”, conclui Cristal.

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