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Estrada de Porto Acre: desafio aos motoristas

Além de estreita, estrada tem muitos buracos

A estrada de Porto Acre está ainda mais perigosa. Quem não conhece a rodovia é surpreendido por uma infinidade de trechos cheios de buracos. Nossa equipe andou até a Vila do Incra, percorrendo os 30 Km entre Rio Branco e o município de Porto Acre e ouviu condutores sobre a situação precária.

O inverno chegou e com ele, os buracos que já existiam na estrada, foram ampliados. Outros foram abertos pelo desgaste natural. E quem depende do acesso, precisa enfrentar os riscos da estrada que ficou ainda mais perigosa.

No Km 2, o cartão de visitas aos motoristas são os buracos. Pra desviar dos obstáculos e proteger o carro, os condutores se arriscam passando pela contramão. De tanto fazerem essa manobra onde era vegetação, às margens da estrada, formou-se um acostamento.

A rodovia AC 10 já tem fama de ser perigosa devido sua geografia: cheia de ladeiras, com muitas curvas, estreita e sem acostamento. Agora com buracos em vários trechos, o risco aumenta. Atenção é a recomendação de ordem para quem vai passar pela via. O motorista desavisado ou que não anda com cautela é facilmente surpreendido pelos buracos. Esta curva é um exemplo disso.

No Km 27, encontramos buracos recheados com barro. A operação tapa buracos foi encabeçada por motoristas de caçambas que prestam serviço para a Prefeitura de Rio Branco. Eles trabalham na extração de barro e por conta própria decidiram fazer o paliativo. “Pra ver se não acaba muito com os caminhões. Eles quebram molas, estouram pneu”, disse um dos trabalhadores.

Mas de acordo com eles, em duas semanas os buracos estarão abertos novamente, promovendo seu transtorno. Quem circula constantemente pela estrada, pede socorro. “A buraqueira tá feia aqui. Se não tomar providência vai acontecer acidente e já tá acontecendo”, alerta o motorista Jesus Rodrigues.

“O prejuízo só cai pra nós né. Os nossos carros acabam rapidinho e nós temos que repor peças por causa da buraqueira e ninguém nos ressarci”, reclama o motorista Clemilton Felix.

De acordo com o De acordo com o diretor do Deracre, a estrada ficou em péssimas condições por que faltou recurso para a manutenção. “Infelizmente nós tivemos muitos problemas de repasse de recursos no ano passado, no repasse específico da Cide, que é destinado especificamente pra recuperação da nossa malha viária, nós tivemos perda de R$ 3 milhões no ano passado. Pra realizar obras de infraestrutura sem os recursos correspondente é impossível, materialmente”, explicou.

As obras para recuperação segundo o diretor, devem iniciar entre o final de fevereiro e início de março.

 

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