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Exposição lembra o horror do Holocausto, 73 anos depois

Educando para recordar segue até a próxima sexta (28)

No Memorial dos Autonomistas, em Rio Branco, exposição fotográfica relembra os horrores do holocausto judeu, onde milhões de judeus foram mortos pelo governo nazista. Fotos, textos e outras artes remetem a reflexão para a cultura de paz e respeito pelas diferenças.

O assassinato em massa de cerca de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial ainda choca pela crueldade com que as vítimas foram exterminadas. O plano nazista era construir uma raça pura e o ódio também fez outras vítimas não judias como: homossexuais, prisioneiros de guerra soviéticos, Testemunhas de Jeová e deficientes físicos e mentais.

Fragmentos do que foi o genocídio estão em exposição no Memorial dos Autonomistas, no centro de Rio Branco. São fotos de homens, mulheres e crianças em um entorno de sofrimento. Quem promove é a Embaixada Mundial dos Ativistas Pela Paz (EMAP) em homenagem ao dia internacional em “Memória às Vítimas do Holocausto” celebrado em 27 de janeiro e instituído pelas Organizações das Nações Unidas.

“A gente traz essa exposição de fotos para que as pessoas meditem no momento em que estamos vivendo. Essa linha tênue na sociedade está muito latente. Foi agora recente, 70 anos atrás, a Guerra Mundial. E agora o que a gente espera para o futuro, para a sociedade que estamos vivendo?”, questiona o coordenador da EMAP, João Patrício Almeida.

Dos nove milhões de judeus que residiam na Europa antes do Holocausto, cerca de dois terços foram mortos; mais de um milhão de crianças, dois milhões de mulheres e três milhões de homens. Mesmo sendo um fato histórico impressionante, muita gente ao visitar a exposição se surpreende. Também ficam surpresos os ativistas, ao saber que muita gente ainda não sabe o que foi o holocausto.

“Isso nos preocupa. Nos deixa com o sinal de alerta. Quando você não lembra do que aconteceu no passado, provavelmente poderá acontecer no futuro. E a gente fica pasmo em ver que em pleno século XXI, as pessoas não saberem que esse fato existiu e está aí comprovadamente pelas fotos e história contada”, afirma.

Quem confere a exposição também pode deixar uma mensagem que ficará guardada em um cilindro, chamado de cápsula do tempo. Os visitantes respondem o que esperam para o futuro e para a sociedade de amanhã. A cápsula será aberta somente em 2045, 100 anos após o holocausto.

A Embaixada Mundial dos Ativistas Pela Paz é uma organização não governamental e que existe em diversos países. Como o próprio nome já diz, a missão é lutar pela paz.

A Exposição fotográfica “Educando para recordar” vai até o dia 28 de janeiro no Memorial e depois será promovida no Calçadão da capital.

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