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Família vela corpo de menino Rhuan no Acre

Sentimento era de tristeza e revolta

O corpo do menino Rhuan Maycon da Silva Castro, 9 anos, é velado na manhã desta quarta-feira (5) no Cemitério Morada da Paz, em Rio Branco, onde moram os familiares da criança. O avião pousou no aeroporto da capital na madrugada de hoje e seguiu direto para o cemitério.

A pedida da família, o velório de Rhuan Maycon conta apenas com a presença de pessoas próximas. “Ficou esses cinco anos, o pai atrás e nada, quando a notícia chega, pela televisão, que mataram esquartejado”, disse amigo da família, Antônio Pires.

Dentre os familiares que acompanham o velório, está Francisco das Chagas, avô paterno de Rhuan, que morou com o menino no Acre durante 4 anos. Ele contou como Rosana teria pego a criança, pouco antes de fugir do estado, “foi uma criança bem tratada até quatro anos. Depois de quatro anos não teve mais vida. Ela levou pedindo a criança do tio, dizendo que ia passar uma tarde com ela, quando fosse de tarde ela o deixava, meu filho trabalhava lá na Vale. Eu falei ‘Maykon quando você vier da Vale passa lá na casa da Rosana e pegue Rhuan’. Quando chegou lá, ela ameaçou ele de chamar a polícia, fez uma confusão e disse que não ia mais entregar o menino. Daí pra frente eu nunca mais a vi”.

O avô do menino não consegue entender o que motivou tamanha violência. “Eu não entendo por que. Na minha casa essa mulher foi bem tratada, toda vida teve sempre o que quis. Meu neto era bem tratado. O que ela fez pra mim, só Deus tenha piedade da alma dela, porque eu não perdoo nunca na minha vida, nem no leite de morte eu perdoarei ela.”

Além da tristeza, fica o sentimento de revolta em relação a um crime tão cruel, “uma pessoa dessa é um monstro, uma pessoa dessa não merece levar o nome de mulher, nem de mãe”, concluiu o senhor Francisco.

Entenda o caso

Segundo informações da polícia do DF, o menino teria sido morto enquanto dormia. Após matá-lo a facadas, as mulheres esquartejaram o corpo da criança. Para “sumir” com o corpo, o plano era assar a pele na churrasqueira da casa e jogar a carne no vaso sanitário. Os ossos seriam triturados, de acordo com depoimento de Kacyla. Mas o plano não deu certo devido ao cheiro forte.

O próximo passo foi colocar os pedaços dentro de duas mochilas e descartar em um bueiro, mas a atitude das mulheres chamou atenção de um grupo de moradores. A polícia foi acionada e as duas foram presas em casa. “A gente queria sumir com ele, sumir pra não ter nenhum vestígio”, disse Rosana durante entrevista.

Na residência, estava outra criança, de 8 anos, filha da companheira da mãe do menino assassinado. A Polícia disse que a menina percebeu o que ocorria, mas ficou quieta, fingindo que dormia. As mulheres disseram que não tinham intenção de matá-la.

Mulheres fugiram do Acre com as crianças

Elas informaram à polícia que não tinham a guarda das crianças, uma vez que haviam fugido do Acre, onde moravam, sem o consentimento dos pais delas. A menina está sob os cuidados do Conselho Tutelar, em um abrigo no DF.

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