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Familiares acreditam que adolescentes são vítimas da vacina do HPV

Garotas convivem com problemas de saúde após vacina

Os familiares das adolescentes que tomaram a vacina do Humam Papiloma Virus (HPV), vírus que vive na pele e nas mucosas dos seres humanos, acreditam que as meninas são vítimas da vacina. Os relatos são praticamente os mesmos, as garotas que até poucos anos eram saudáveis, hoje, convivem com problemas de saúde.

Taiane, aos 12 anos, tomou a vacina na escola. A partir daí começou a ter fortes dores nas pernas e na cabeça, até o momento em que as convulsões começaram.

Sidney Silva, pai da vítima, conta uma das primeiras vezes que ele foi recebido na Secretaria Estadual de Saúde. “Fizeram muitas promessas, mas pouco resultado aconteceu do que eles prometeram para nós e durante esse tempo para cá os nossos filhos só pioram, principalmente minha filha Taiane”, disse o pai de Taiane.

Os pais se revezam para acompanhar a menina na realização dos exames, que não são poucos. Sidney é deficiente físico e não trabalha já a esposa precisou deixar o serviço para cuidar da filha, que, por causa das convulsões frequentes, não pode ficar sozinha.

Janaina Queiroz sofre todos os dias com a doença misteriosa da filha e com o medo de perdê-la. “A minha filha era sadia, saiu de casa bem para ir para aula e tomou essa vacina na escola e agora vive assim tendo convulsões com dores, muitas noites não dorme. Em Rio Branco não tem como eles tratar nosso filhos, fazer exame e dar uma resposta para nós”.

O estado dessas meninas fica cada vez mais complicado e quando as crises se tornam frequentes, a única saída é interná-las e mesmo assim não tem solução porque elas recebem assistência, mas não existe nenhum tratamento para a doença.

A Neuropediatra Doutora, Cholen Werklaenhg, , integra a equipe da Saúde do estado que atende essas pacientes e disse que vários exames já foram realizados, mas nada ainda pode ser respondido. Sem um diagnóstico preciso, a médica não pode afirmar que as meninas são vítimas da vacina, mas também não pode descartar essa possibilidade.

“Nós somos neurologistas, endocrinologistas, reumatologistas, psiquiatras, psicólogos onde em cada uma das suas áreas afins estamos investigando. Ainda não temos nada certo que tenha sido relacionado a vacina, não há comprovação científica, o que há é uma hipótese, uma suspeita que precisa ser investigada. Não podemos nem descartar, nem realmente aprovar que foi a vacina”, explicou a Neuropediatra.

O assunto não preocupa, apenas, médicos e pacientes. Na câmara de Rio Branco, dois vereadores apresentaram um projeto de resolução para que seja instituída uma comissão especial de proteção às famílias vítimas da vacina do HPV, que hoje já são mais de 50.

“Essa comissão vem com o intuito de fazer com que tanto o poder municipal, estadual e o federal tomem ciência de tudo que essas famílias têm passado e como elas estão sofrendo e passando necessidades básicas”, afirmou a vereadora, Lene Petecão.

Em nível de estado, o governador Gladson Cameli, garante que providências estão sendo tomadas para que as jovens recebam toda a assistência necessária. Algumas, inclusive, serão transferidas para São Paulo em busca de um diagnóstico.

“Eu não quero é que as mães e essas crianças continuem sofrendo, o que eu quero como cidadão, como ser humano é dar uma resposta e uma segurança para elas. O ministério da saúde já sinalizou hoje o atendimento as 54 crianças que estão com esse problema da vacina HPV”.

Até mesmo a ministra da Mulher, da Famííla e dos Dirietos Humanos, Damares Alves, quando esteve no Acre há menos de uma semana, falou sobre a situação dessas jovens e reforçou que o fato não ocorre apenas aqui no Acre e que é preciso urgência em se descobrir o que está acontecendo.
“Esse caso não assustou apenas o Acre, assustou o Brasil inteiro, nós queremos uma resposta”, disse a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

Maria Ângela está com a filha internada há quase duas semanas. Valéria, 17 anos, tomou das duas doses da vacina, uma em 2014 e a outra em 2015. As dores nos corpo e na cabeça começaram em seguida e as convulsões apareceram no ano passado. A menina já chegou a ficar hospitalizada durante três meses seguidos.

“Ela fica tendo convulsão o tempo todo e é todo tempo no remédio. O tempo máximo que ela passa sem ter convulsão é cinco dias, ela chega a ter 40 convulsões por dia”, conclui a mãe de Valéria, Maria Ângela.

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