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Familiares de meninas vítimas da vacina HPV realizam rifa

Elas precisam de ajuda para viajar a tratamento

O grupo das meninas que, após tomarem a vacina contra o HPV passaram a sofrer com dores e crises compulsivas, não para de aumentar. Nove casos novos foram registrados e agora somam 65.

O Estado garantiu a transferência delas, em duplas, para atendimento em São Paulo, mas até agora, nenhuma delas embarcou. A família cobra uma resposta das autoridades, que sempre repetem as mesmas justificativas: “estamos aguardando a portaria de cooperação entre Ministério da Saúde, Secretária de Saúde (Sesacre) e Universidade de São Paulo (USP)”.

Enquanto esperam, as famílias das jovens enfrentam outros problemas. Sabrina e Valéria foram as duas primeiras pacientes escolhidas para serem examinadas pela USP, mas segundo as mães das jovens, elas foram informadas que o tempo de permanência em São Paulo não seria menor que 15 dias. A divergência é que o Estado só liberou três diárias para cada uma.

“Um joga para o outro, a gente liga para o pessoal da Sesacre, pede informação, eu fui lá pessoalmente e falaram que todas as documentações das meninas já estavam ok, tanto da Sabrina quanto da Valéria que são as duas primeiras que o Ministério da Saúde solicitou e eles ficam falando que está por conta do MS, que eles têm que firmar termo com a Sesacre e o tempo está passando, não acredito que eles vão conseguir segurar dois leitos na USP por muito tempo”, disse a dona de casa, Bruna Alita.

Como na maioria dos casos, as mães precisaram parar de trabalhar para cuidar da saúde das filhas, falta dinheiro para arcar com essa diferença. A única saída encontrada, foi contar com a solidariedade das pessoas.

Uma rifa, ao custo de R$ 10 está sendo oferecida para garantir a permanência das meninas e das mães em São Paulo pelo menos enquanto durar o tratamento.

“Para gente não está sendo fácil, nós ficamos sem trabalhar, vivemos praticamente para elas então nós resolvemos fazer essa rifa para vender para arrecadar recursos para levar nossas filhas para fazer o tratamento delas, pois não está sendo fácil, muitas vezes não temos tempo de cuidar nem de nós mesmos”, declarou a dona de casa, Maria Ângela.

O sorteio será realizado no dia 20 de Maio e o bilhete está sendo vendido pelas mães e amigas das meninas.

O contato para ajudar poder ser feito pelo telefone 99233-6566.

”Ajude a gente porque nós estamos precisando, não sabemos o que fazer, minha mãe já gastou quase tudo que tinha e ela tem meus irmãos e a casa para sustentar, comprem as nossas rifas e nos ajude”, concluiu Valéria Nascimento.

 

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