Familiares de presos fecham cruzamento no Centro de Rio Branco

Trânsito foi interrompido no sentido do Bosque, na capital acreana

Na manhã desta quarta-feira, 8, no centro de Rio Branco, no cruzamento da Avenida Brasil com a rua Marechal Deodoro, ocorreu uma manifestação dos familiares dos reeducandos da penitenciária da capital. Estavam presentes esposas, mães, irmãs e até filhos, que protestavam pela normalização das visitas e por melhorias no tratamento com os detentos e suas famílias.

Segundo Taina, representante dos familiares, a manifestação estava ocorrendo porque “as nossas visitas não voltaram, tudo já voltou ao normal, nós “tamo” na bandeira verde. Como todo mundo sabe e o diretor do IAPEN só coloca na mídia que voltou, mas nada voltou. As visitas tem que voltar ao normal porque se tudo já está normal, por que não nossas visitas? Eles tiraram a comida, tá? Tiraram à comida dos presos, eles tiraram a o direito dos pais verem seus filhos, já tem dois anos essa situação, tem pais que nem nunca viram seus filhos”.

“Então assim eles têm que dar uma atenção pra nós, porque nós somos seres humanos. Estão pagando o preço deles, mas nós familiares não vamos abandonar, a gente não vai abandonar eles. Então a gente quer a nossa visita, que entre as crianças, que entre mães, que entre a todo mundo, não só uma visita, tá sendo uma visita for preso, tá entendendo? Aí eles tiram comida, eles tiram tudo e outra, esse diretor aí ó, baratou a portaria que tá impedindo das mulheres que tem processo visitar. É mãe, é mulher, seja quem for que tem processo eles não aceitam. Gente isso não é justo como é que um preso que eles só tem um familiar e porque esse tem processo vai ficar abandonado lá dentro porque o estado ele não fornece nada, o estado ele não fornece nada só uma comida estragada e remédio vencido que isso aí já foi aprendido foi mostrado”, afirmou Taina.

Uma comissão foi chamada dentro da Casa Civil e o advogado representante dos familiares esteve presente para conversas sobre as medidas solicitadas pelos familiares dos presos.

Com informações de Aline Rocha

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