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Famílias expulsas da Bolívia são reassentadas no Acre

Superintendência regional do Incra acompanha toda logística

O assentamento de 15 famílias de trabalhadores rurais que habitavam a faixa de fronteira boliviana e estão sendo repatriadas para o assentamento Nova Promissão/Capixaba, pelo Incra/AC, foi acompanhado de perto nesta quinta-feira, 26, pelo Cônsul do Brasil na Bolívia, Guilherme Barbosa, e pelo coordenador de Projetos para a América Latina da Organização Internacional de Migração (OIM) Jorge Peraza.
 
As famílias estão tendo o apoio com o transporte feito em caminhões, a estadia por algumas horas no município de Capixaba, cadastramento, entrega do cartão de beneficiário da reforma agrária, até a instalação final no assentamento do Incra.   
 
Toda a logística que envolve a mudança e primeiros momentos das famílias trazidas de volta para o lado brasileiro é feita pela OIM. Também foi essa organização internacional ligada a Onu quem fez os levantamentos pra identificar onde estavam esses brasileiros que começaram a sofrer pressão pra deixarem as terras bolivianas desde o início do governo Evo Morales.
 
Entenda o caso
 
O plano de ação para reassentamento dessas famílias envolve relações diplomáticas e começou a ser feito na prática com o assentamento das primeiras famílias em 2010 nos assentamentos Baixa Verde, Porto Carlos e Triunfo.
 
Com essa etapa iniciada  nesta quinta-feira, 26, um total de 303 famílias já foram reassentadas do lado brasileiro, sendo que o levantamentos feito pela OIM identificou 554 famílias que residiam nos seringais bolivianos e queriam ser trazidas de volta para o Brasil.
 
O agricultor e extrativista José Francisco Batista, 37 e a esposa Pamela da Silva, 22, e quatro filhos, moravam na localidade denominada Losand, e após a mudança comemoraram o recebimento do Cartão de Assentamento dizendo que agora de fato se sentem em casa, pois segundo eles morando na Bolívia não tinham direito a atendimento médico hospitalar, escola, não eram donos de nada e até o que plantavam muitas vezes não podiam sequer colher.          
       

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