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Famílias expulsas de seringal próximo a Sena vão ao MPF

Funai alega que terra pertence aos indígenas da região

Na manhã desta quinta-feira, 27, os moradores do Seringal São Francisco, distante 16 km da cidade de Sena Madureira, estiveram na sede do Ministério Público Federal (MPF) para denunciar uma invasão de terras. Representantes do Sindicato dos moradores de Sena Madureira e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) estavam acompanhando os cidadãos.
 
Segundo os colonos, cerca de 10 famílias indígenas começaram a se apropriar das terras onde eles vivem. A maioria das famílias fazem parte da etnia Jaminawá. Eles afirmam ainda que os indígenas foram chegando e passaram a viver com eles, mas no ano passado, alguns moradores receberam um comunicado da Funai (Fundação Nacional do Índio) afirmando que aquelas terras eram indígenas e que eles precisavam desocupar o lugar.
 
De acordo com senhor José Coelho Alves, desde que começou a morar no seringal, 40 anos atrás, ninguém nunca tinha avisado que o lugar pertencia aos índios. “Minha mulher nasceu e cresceu naquele lugar, ela já tem mais de 56 anos, e nunca soube que ali é terra de índio. Não podem simplesmente nos tirar dali, ta errado!”, disse seu José.
 
Os colonos foram até o MPF em busca de uma solução para não ficarem desabrigados. Segundo eles, no mês de Janeiro mais quatro pessoas foram notificadas a deixar o seringal.
 
“Para a justiça, essas pessoas já saíram do seringal, porque a liminar dá um prazo de 30 dias para pessoa sair do lugar, mas não vamos sair. Ali é nosso lugar, nossa casa, não tem como sair assim, não temos pra onde ir”, afirmou José.
 
Entenda o caso

A FUNAI ajuizou uma ação, no mês de março, na Justiça Federal do Amazonas, para retirar mais de 120 famílias residentes no Seringal São Francisco próximo a Sena Madureira, que faz parte do Estado do Amazonas.

De acordo com os moradores da região, os procuradores  da Funai estão conseguindo as liminares dizendo que há conflitos e que os moradores estão ameaçando os 20 indígenas residentes numa colocação denominada São Paulino.

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