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Fecomercio analisa cenário de fechamento de empresas

Federação acredita em mudança no panorama de crise

Dados do Governo Federal apontam aumento de mais 70% em números de empresas extintas no Acre, comparado à média das empresas que fecharam no ano passado. O resultado é preocupante segundo a Federação do Comércio, mas há perspectiva de melhora na economia para os próximos meses.

Dados do Departamento de Registro Empresarial e Integração, da Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, ligado ao Sebrae, contabilizaram aumento no número de fechamento de empresas no Acre no período de janeiro a fevereiro de 2017. O aumento de empresas extintas foi de 70,7% em relação à média do ano passado.

No período de janeiro e fevereiro de 2017, foram abertas 139 e extintas 437 empresas do Estado. Comparativamente, durante todo o ano de 2016, a Junta Comercial do Acre contou o fechamento de 1.536 empresas.

Ao calcular a média de empresas extintas, chega-se ao número de 128 empresas por mês ano passado. Com esse número, a variação percentual alcança 70,7% de empresas fechadas em 2017, comparada à média do ano passado. Não é um número pequeno para a realidade regional.

Segundo o assistente econômico da Federação do Comércio, Alex Barros, o resultado reflete a crise de 2016 onde o varejo sentiu mais o impacto. No Acre, os setores que menos resistiram à recessão foram os de bens duráveis, como automóveis e motos e linha branca com os eletrodomésticos.

“Quando você compra uma tevê, você faz um financiamento, e como o crédito estava escasso, automaticamente houve redução nas vendas e algumas empresas tiveram que fechar suas portas”, avalia o economista.

Mas nem tudo está perdido segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, em maio. A perspectiva de crescimento do varejo no Acre é de 1,5%, para os próximos meses.

“Alguns setores estão conseguindo sobreviver e existem alguns motivos pra isso acontecer como a liberação do FGTS inativo que fez com que houvesse liquidez na economia, dinheiro circulando, a redução da taxa de inflação, a redução dos juros”, explica Barros.

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