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Feiras nos bairros garantem mercado ao produtor rural

Produtos são comercializados pelas próprias famílias do campo

Entre as várias certezas que a política de valorização da produção da prefeitura de Rio Branco proporciona ao produtor é a garantia de mercado. Além dos mercados municipais espalhados pela cidade, como o Elias Mansour, no centro da cidade, o Luiz Galvez, na Sobral, o Francisco Marinheiro, na Estação Experimental, há ainda as feirinhas.

Se no passado os produtores sofriam porque tinham que vender seus produtos para um atravessador, com a política implementada desde a gestão do ex-prefeito Raimundo Angelim e que é continuada pelo prefeito Marcus Alexandre, agora os produtos são comercializados pelos próprios produtores diretamente com o consumidor.

Quem faz questão de comemorar a existência das feirinhas é seu Jerônimo Pereira. Morador do Liberdade, é ele quem vende o que a família produz na feirinha do bairro da Base, que acontece todas as quintas-feiras, quando a mulher não pode ir. Além da Base, ele também comercializa os mais diversos produtos também na feirinha do bairro Seis de Agosto, aos sábados e também na feirinha do Santa Inês, às terças-feiras.

“Eu gosto muito dessas feirinhas. Tem até o caminhão da prefeitura para buscar e deixar os produtos e, por isso, faço questão de trazer de tudo um pouco o que a gente produz na nossa terra”, faz questão de dizer seu Jerônimo.

Sua satisfação pode muito bem ser dividida com dona Maria das Graças, que mora no Belo Jardim. Com as feirinhas, faz questão de dizer, dá até vontade de produzir, embora houve em tempo em que ela tinha pensado em desistir pela falta de apoio. “Aqui na feirinha a gente faz até amizade com os nossos clientes”, diz ela.

Mecanização e mais produção

Se as feirinhas representam a ponta final da política de valorização da prefeitura de Rio Branco, o programa de mecanização, pode-se dizer, representa o início. É a partir dele, do programa, onde a Safra consegue dar apoio aos produtores para melhorar a qualidade da terra e, consequentemente, do que é produzido.

Quem sabe muito bem a importância que a mecanização representa é seu Antônio Araújo, morador do ramal Boa Água. Aos sessenta e três anos, há vinte e cinco ele vive do que planta. Ele lembra que no início, tinha que brocar com as próprias mãos para produzir milho, arroz, feijão e mandioca.

Agora, com o programa de mecanização da prefeitura de Rio Branco, ele aumentou de forma substancial a produtividade de sua terra. Este ano, por exemplo, aradou com apoio da Safra um hectare e meio de terra, o que possibilitou plantar vinte quilos de sementes de milho. “Nossa expectativa aqui é colher em torno de cinco toneladas”, comemora.

No ramal Boa Água, aliás, os produtores mostram satisfação com a política de incentivo que é dada pela prefeitura. Adão Francisco, que também é presidente da associação “união faz a força”, também recebe apoio da Safra para arar dois hectares de sua propriedade, onde pretende plantar milho e mandioca.

Além disso, Adão também está dentro do programa da prefeitura de incentivo protegido, onde a Safra está disponibilizando materiais como mangueiras, bombas centrífugas, telas sombreantes e lonas plásticas, para que o produtor possa iniciar o cultivo de hortaliças de maneira protegida. A meta é disponibilizar material para mais de duzentos produtores.

O programa de mecanização ainda contempla a utilização de minitratores. Entre os produtores que fazem uso desse equipamento está seu Erasmo Nascimento. Com quarenta e dois anos, dos quais dezoito no Boa Água, ele vive do plantio de hortaliças e de uma banca que possui no mercado Elias Mansour para comercializar a produção.

Uma nova vida surge para os moradores da zona rural de nossa cidade. Uma expectativa de trabalho e de oportunidades aparecem para os trabalhadores a partir da parceria que é implementada com a prefeitura de Rio Branco, que vem dando todas as condições para que os produtores possam plantar e garantir trabalho e renda no campo.

Através da Secretaria Municipal de Agricultura e Floresta (Safra), a prefeitura de Rio Branco desenvolve com os produtores programas e projetos que ajudam e incentivam tanto o morador da zona rural a produzir mais, quanto escoar e vender a variada produção agrícola de nossa cidade.

Para ajudar o produtor a obter melhores safras, a prefeitura de Rio Branco desenvolve nos cinco polos agroflorestais da cidade (Hélio Pimenta, Geraldo Fleming, Custódio Freire, Geraldo Mesquita e Benfica), e também em todo o cinturão verde da cidade, um programa de mecanização agrícola.

O programa de mecanização conta, além de tratores que realizam a destoca e a aradagem da terra, também com minitratores, num total de sessenta, que ajudam os produtores a melhorar a terra para o plantio. Sem falar nos cursos de capacitação que são oferecidos para que os próprios moradores possam manusear os equipamentos.

Somente este ano, a prefeitura de Rio Branco, através da Safra, está realizando a mecanização agrícola em mais de seiscentos hectares de terra em diversas comunidades rurais, como Santa Clara, Vista Alegre, Catuaba, Liberdade, Belo Jardim, Extrema, Piçarreira, Benfica, Baixa Verde, Colibri, Boa Água, Oriente e Limoeiro.  
Para escoar a produção, caminhões da Safra ajudam os moradores da zona rural a trazer seus produtos para cidade para serem comercializados. Eles tem a opção de vender no comércio, na Ceasa ou então nas várias feiras que foram implementadas pela prefeitura de Rio Branco ao longo dos anos.

Para se ter uma ideia da importância que as feirinhas dos bairros representam para os produtores, quando o ex-prefeito Raimundo Angelim entregou o cargo no final de dezembro do ano passado, existiam dezoito delas espalhadas pela cidade. Em dez meses, o prefeito Marcus Alexandre já implantou outras seis feirinhas e a meta é chegar a trinta em várias partes de Rio Branco.

Mas ainda estava faltando algo. Era melhorar a moradia para os produtores dos polos e também do cinturão verde de nossa cidade. Por isso, através de uma importante parceria com o governo federal, a prefeitura de Rio Branco está desenvolvendo também o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), cuja meta é construir casas de alvenaria para os moradores.

Assim, a prefeitura de Rio Branco está desenvolvendo a segunda etapa do programa, que neste momento está construindo casas em várias comunidades da zona rural, como o Colibri e também o Boa Água. A Safra já possui um cadastro com mais de 1,2 mil moradores e cada unidade residencial custa R$ 30,5 mil, recursos que são liberados pela Caixa Econômica Federal (CEF). A contrapartida do morador rural é pagar o valor de R$ 3 mil, com carência de quatro anos. “Nossa meta é construir nos próximos anos duas mil casas para os produtores, o que vai movimentar recursos em torno de R$ 60 milhões”, garante o secretário municipal de Agricultura e Floresta, Mário Jorge Fadell.

Vida nova, casa nova

A vida no campo melhorou, mais ainda faltava algo. Por isso, em parceria com o governo federal, a prefeitura de Rio Branco lançou a segunda etapa do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR).

Entre os contemplados desta segunda etapa está seu José Firmino da Cruz, de cinquenta e dois anos e que há nove (desde que foi morar no ramal Colibri) espera por esse “sonho” de ter uma casa digna para ele e a família morar. “Estou muito satisfeito. Primeiro tem que agradecer a Deus e depois ao prefeito Marcus Alexandre por nos dar essa oportunidade”, afirma.

As obras para a construção da nova casa de seu José Firmino estão em ritmo acelerado, o mesmo ritmo das obras na nova casa do seu Wilson Augusto da Silva. Aos quarenta e cinco anos, ele mora há vinte e sete no ramal do Gaúcho. “Se dependesse de mim eu não teria R$ 30 mil para investir numa casa como essa”, faz questão de dizer.

Aliás, seu Wilson, que também fez um curso de tratorista pela Safra e ajuda na aradagem de vários campos na região do Boa Água e do Colibri, diz que a aprovação do projeto para a construção de sua nova casa veio em boa hora. “Estava vendo a hora ter que ir morar na casa de farinha, porque minha casa estava caindo”, brinca.

A alegria de seu José Firmino e de seu Wilson Augusto pode muito bem ser dividida com seu José da Silva Rocha, morador do ramal do Gaúcho. Ele conta que já tentou conseguir recursos para construir sua casa outras vezes, mas não conseguiu. “Mas quem espera em Deus não cansa, por isso posso dizer que estou realizando um sonho”, afirma.

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