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Fiação elétrica inadequada faz aumentar casos de incêndios

Número de casos mais que dobrou neste verão

As estatísticas de incêndio a residências preocupam o Corpo de Bombeiros. Aumentou em mais de 100% o número de atendimentos para esse tipo de ocorrência. Fiação elétrica precária ou inadequada, mau uso do fogão e até briga de facções estão entre as causas mais presentes dos incêndios, elencadas pelo Corpo de Bombeiros.

De 1º de janeiro a 10 de agosto de 2017, o Corpo de Bombeiros atendeu 115 ocorrências de incêndios a residências, em Rio Branco. No ano passado, no mesmo período, foram registradas 44 chamadas pelo mesmo motivo. O aumento superior a 100% preocupa. No ranking das causas, fiação precária está em primeiro lugar na lista.

“As pessoas optam por uma fiação com bitola menor, que é mais barata, sem dimensionar a carga elétrica. Então uma vez que o fio não é adequado, ele vai ter uma sobrecarga, vai super aquecer e causar um curto circuito, vindo a ocasionar incêndios. Além do mais as pessoas também utilizam aquele famoso ‘benjamim’, o ‘T’ que faz aquela divisão de tomadas e utilizam mais de um, dois, até três aparelhos na mesma tomada. Isso também sobrecarrega”, alerta o assessor de comunicação do Corpo de Bombeiros, Major Falcão.

A lista das causas mais comuns de incêndio elenca também o mau uso do fogão, casos passionais (desavença de casais) e ainda os incêndios criminosos.

As brigas entre facções têm impactado a estatística de incêndios de residências dos Bombeiros. Ameaças e cumprimento de ameaças de queimar casas de rivais tornaram-se constantes. No bairro Cidade do Povo, já foram registradas várias ocorrências do tipo, inclusive de pessoas da comunidade que tiveram que fugir do local, para não ter seu imóvel queimado por criminosos.

Na semana passada, por exemplo, no Bairro Adalberto Aragão, os militares foram chamados para atender uma ocorrência em três moradias de um Quarteirão que estavam pegando fogo. A situação foi tensa. Os bombeiros chegaram aqui por volta de 4 da manhã, após uma troca de tiros entre facções rivais. Quem pediu socorro estava dentro de uma das moradias e tinha medo de sair e ser atingido por tiro e de ficar e morrer queimado.

Fogo cruzado nunca foi problema para os Bombeiros, mas informações desencontradas, sim. Na hora de atender um chamado emergencial, um ponto de referência, numa cidade tão desorganizada quanto Rio Branco pode significar, chegar mais rápido ao local do incêndio.

“Por isso sempre pedimos à população que sempre procure informar o local onde está habitando e a melhor rota para o caminhão do Corpo de Bombeiros chegar em caso de emergência. Dessa maneira vamos ter o tempo de resposta adequado pra poder salvar completamente ou pelo menos quase completamente a residência”, explica.

Segundo Falcão, o tempo médio de resposta a uma ocorrência de incêndio varia de 5 a 10 minutos, dependendo do horário e local.

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