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Frigoríficos do Acre diminuem abate pela metade

Bois no pasto comprometem cadeia produtiva

A operação Carne Fraca da Polícia Federal começa a apresentar os primeiros danos na economia da pecuária. Os grandes frigoríficos de Rio Branco que trabalham com carne tipo exportação abateram apenas mil cabeças de gado nessa segunda-feira, essa quantidade é a metade dos abates diários.

Com medo da retração do mercado, os frigoríficos começam a produzir menos para não perder produto. Com o gado ficando no pasto, perde todo o setor do agronegócio. Depois do comércio, a pecuária é o segundo setor que mais oferece mão de obra no Estado.

A investigação da Polícia Federal, que durou dois anos, aponta indícios de que frigoríficos vendiam carne estragada. Ao todo, 33 fiscais do Ministério da Agricultura estão sendo investigados, acusados de receberem propina para liberar os lotes sem qualidade adequada para o consumo.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, Assuero Veronez, houve exagero da Polícia Federal ao divulgar a operação. “É como se todo o setor estivesse envolvido no escândalo. A operação da Polícia Federal afetou um dos setores mais fortes de exportação do país”, assegurou.

A direção do Ministério da Agricultura no Acre informou que mantém fiscais nos quatro frigoríficos autorizados para exportação no Acre. Diariamente, os auditores acompanham o abate e a qualidade da carne que sai do Estado e que até hoje nunca houve casos de problemas com a qualidade do produto.

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