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Maior hospital do Acre enfrenta dificuldades

Faltam profissionais, equipamentos e atendimentos estão atrasados

O maior hospital do Acre está sucateado. Faltam profissionais, equipamentos e atendimentos estão atrasados. O atual presidente da fundação hospitalar, Lúcio Brasil, é quem denuncia a forma que recebeu a unidade que na gestão passada recebeu o nome de Hospital das Clínicas.

O caso que mais chamou atenção foi o desse moderno aparelho de raio-x que foi comprado com a empresa japonesa em julho de 2012. O equipamento foi encontrado no anexo do hospital, exposto ao tempo, cheio de entulhos em cima e ainda com a caixa da embalagem.

Segundo o presidente existe um aparelho idêntico no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco, HUERB, comprado no mesmo período.

O aparelho possui quase 7 anos e nunca foi utilizado. Na época em que foi comprado custou mais de meio milhão de reais aos cofres públicos. Atualmente parece uma sucata, já saiu até da garantia. Para voltar a funcionar o novo governo vai ter que gastar para fazer a manutenção.

Conforme apurado pela atual gestão, o mesmo aparelho custa hoje cerca de um milhão e meio de reais. Para ser utilizado, a recuperação deve ficar em torno de 90 mil reais.

“Tive a oportunidade e a infelicidade de encontrar um equipamento que foi adquirido em 2012, um equipamento que custou mais de meio milhão de reais, jogado no relento. Já entrei em contato com a fábrica representante no Brasil, eles mandaram a planta e nós vamos instalar esse equipamento no mais tardar em 60 dias”, afirma o Presidente da Fundação Hospitalar do Acre, Lúcio Brasil.

Mas os problemas aparecem a cada dia. O setor de imagens estava com equipamentos parados até o final de 2018. A máquina de tomografia computadorizada que custa aproximadamente três milhões de reais, voltou a funcionar há poucos dias, faltavam apenas insumos.

O aparelho de colostomia estava quebrado e foi encaminhado para manutenção em São Paulo. O local também não possuía aparelho de ultrassonografia. Esse foi adquirido há poucos dias.

No forro do hospital e nas portas, ainda no setor de imagem é possível observar o desgaste dos tempos. Quando chove, a água cai toda na sala de raio-x.

Um vídeo gravado por funcionários viralizou na internet. Nele é mostrado como ficou o local com a chuva mais recente, cheio de goteiras. Baldes foram colocados no chão para minimizar os danos.

São realizados mais de 450 exames por dia, mas o setor precisou ficar fechado para evitar acidentes com energia.

“Ali é muito perigoso porque nós temos equipamentos de 220 e a chuva de quarta-feira alagou totalmente a nossa área, principalmente a área do raio-x, tivemos que interditar para não ter um acidente falta”, declara o presidente.

“Nesse caso a gente para e pede para os profissionais pararem porque não tem como a gente estar atendendo. Hoje a nossa demanda no setor de raio-x é só de paciente internado e a gente pede para não fazer exame para as pessoas que estão dentro da sala não correrem risco”, explica o Gerente de Serviço de Imagem da FUNDACRE, Edson Lunier.

A unidade de saúde enfrenta outras questões: está com mais de 10 mil cirurgias reprimidas, deve mais de 10 milhões de fornecedores referente ao ano de 2018 e está com seus 220 leitos praticamente lotados.

“Eu acho que ninguém procura o serviço público, hospital, se não estiver com problema de saúde, então nós temos que receber esse paciente com carinho e com muito amor”, conclui o presidente Lúcio.

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