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Fungo ameaça plantações de cacau e cupuaçu

Idaf alerta produtores do estado para risco da praga

Monília ou monilíase é o nome da ameaça à produção nacional de cacau e cupuaçu. Quando o fungo ataca a planta pode causar perdas que variam de 30 a 90% da produção.

Embora ainda não tenha registro de entrada da praga no território brasileiro o Ministério da Agricultura tem reforçado junto aos estados a importância de combatê-la.

Segundo a engenheira agrônoma do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), Ligiane Amorim, é preciso alertar aos produtores, para que o Brasil continue livre da praga.

“O Idaf tem intensificado as ações de fiscalização e monitoramento com relação à monilíase, principalmente nos municípios de fronteira com o Peru e Bolívia. Estamos atuando nos postos de fiscalização das fronteiras, na fiscalização de trânsito, orientando as pessoas de que não pode trazer frutos ou parte de plantas que podem abrigar a doença”, explica.

Além disso, transportar sementes e mudas pode trazer riscos de contaminação.

Todo esse cuidado com ações de conscientização e fiscalização segundo a profissional tem caráter preventivo.

“Ela é uma doença que ataca frutos de todas as idades, vai danificar o fruto e o produtor vai deixar de colher uma grande quantidade. O prejuízo será muito alto”, explica.

O Idaf tem em seus registros, cerca de mil propriedades rurais que cultivam o cupuaçu e o cacau, mas a maioria é de cupuaçu. Para o produtor, importa saber de que forma a praga se revela. Ligiane explica que os sintomas são: lesão escura na casca do fruto com formação de grande quantidade de pó esbranquiçado aderido.

A providência após constatar que o fruto foi infectado pelo fungo é procurar o Idaf.

“Nós pedimos que o produtor não retire o fruto da propriedade e nem da planta. O produtor deve procurar os escritórios do Idaf e informar que encontrou um sintoma parecido com a monilíase. A equipe vai ser direcionada até o local, vai fazer as avaliações e se confirmado que é amonília, vamos enviar a laboratório e tomar medidas para eliminar aquele foco na região”, conclui.

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