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Funtac: 30 anos de teimosia em pesquisa no Acre

Produtos com matéria prima regional

A Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) está completando 30 anos de criação, contabilizando inúmeros projetos de proteção das florestas e apoio ao extrativismo sustentável. Mesmo com falta de recursos no momento, a instituição não para e comemora a história de contribuição com o desenvolvimento do Estado.

No laboratório de produtos naturais, um pouco do que é a história contemporânea da Funtac. A instituição que nasceu mostrando as potencialidades da floresta na extração da madeira, hoje trabalha com linhas de cosméticos a partir de produtos naturais, análise de sementes, de água e alimentos, e uma gama de serviços e pesquisas.

“Nós trabalhamos com 12 tipos de oleaginosas, olhos fixos da Amazônia. Agora estamos trabalhando com baunilha nativa daqui, que é tanto para cosmético quanto área da gastronomia. Alguns óleos estão para a área da gastronomia e trabalhamos também com espécies vegetais como jambu, unha de gato, vários outros”, explica a farmacêutica e pesquisadora Silva Basso, que responde pela direção técnica da instituição.

Além de apoiar projetos regionais do poder público, a Funtac também trabalha em convênio com empresas de outros países como Itália e França, principalmente na área de pesquisa de cosméticos. Os xampus, sabonetes e cremes são produzidos a partir de experimentos com ativos amazônicos.

Um dos papeis da Funtac é a transferência de tecnologia para as indústrias, com foco em beneficiar as comunidades da floresta que trabalham no extrativismo.

“E hoje temos mais um produto que está em todo estado que é o bambu, onde a gente desenvolve os extratos e também os cosméticos que são os protótipos. Que geram dossiê, que é toda receita de como se faz, o controle de qualidade, estabilidade e repassa através de transferência de tecnologia pra uma indústria”.
Para a diretora técnica, a comemoração das três décadas de criação da Funtac aponta para uma necessidade na instituição: repassar conhecimento para novas gerações.

“Eu acho que a Funtac está numa época de capacitação de alunos, de trazer novos jovens pra cá pra fazer essa transferência de tecnologia, de conhecimento do cientista, da história da Funtac para os jovens”.

Assim como outros setores do poder público, a pesquisa também passa por crise financeira. Os projetos da Funtac sentem na pele isso, mas continuam na expectativa de que a próxima década seja de comemorações de novos investimentos.

“É lembrar de todo passado, de toda existência e de acreditar que mesmo com a dificuldade que a gente vem passando hoje, que teve pessoas que iniciaram sem nada e desenvolveram tudo isso. Olhar pro passado e ter um exemplo pro futuro”, comentou Silva Basso.

 

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