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Furto de energia traz prejuízo anual de R$ 26 milhões

Cada ladrão de energia soma R$ 8 na conta do consumidor regular

O total de perdas que inclui o furto de energia no Acre é de R$ 26 milhões por ano. Parte dessa conta quem paga são os consumidores regulares. A Eletrobras/Acre já está acionando a polícia em alguns casos e ano que vem pretende ampliar o combate aos furtos, com fiscalização ainda mais rígida.

De toda energia que entra no Acre, 24,22% se transformam em perdas. Desse total, 15% representam furtos e fraudes na rede elétrica. O percentual é um dos maiores do país e preocupa a distribuidora, que calcula prejuízo anual de R$ 26 milhões.
Somente na Capital, as áreas irregulares ou em litígio somam cerca de 10 mil ligações clandestinas, os famosos gatos.

“O furto de energia é prejudicial para a comunidade como um todo. As pessoas às vezes pensam assim, ‘ah eu tô roubando da Eletroacre, do governo’, mas isso é ruim para a sociedade como um todo. Primeiro que isso demanda uma fonte, usinas, pra suportar esse roubo e a sociedade inteira paga”, explica o Assistente da Diretoria Comercial da Eletrobras/Acre, Danilo Klein.

Segundo levantamento feito pela Eletrobras/Acre, cada consumidor acriano paga em média por mês, R$ 8 para sustentar quem furta energia. Em um ano, essa despesa é de quase R$ 100. Para combater essa desigualdade na relação de consumo, no ano que vem a empresa pretende ampliar de 16 para 50 o número de equipes de fiscalização.

“Hoje nós fazemos aproximadamente 2700 inspeções por mês e nós vamos passar pra aproximadamente 7 mil. Das 2700 a gente encontra irregularidade ou algum tipo de furto ou desvio em mil, então a gente estima que 2 a 3 mil unidades consumidoras por mês nós vamos identificar furto ou alguma fraude de energia no ano que vem”, adianta.

Além dos prejuízos financeiros para a sociedade, os gatos na rede elétrica também representam um risco à vida de quem faz a ligação clandestina. Outra consequência é responder por um crime. O furto de energia, como o próprio nome já diz, é crime e quem pratica pode ser condenado a uma pena que varia entre um a quatro anos de prisão, além de multa.

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