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Grávidas e acompanhantes fazem parto de indígena

Direção da maternidade apura responsabilidades

As imagens feitas de celular mostram que no leito 6 da Maternidade Barbara Heliodora,  acompanhantes e grávidas ajudam uma adolescente de 17 anos a fazer um parto.

As cenas são degradantes. O marido da adolescente aparece desesperado, quando vê a mulher sentindo fortes dores.  Ele vai em busca de ajuda, não encontra. É nessa hora que ele se junta às mulheres que faziam acompanhamento para outras grávidas e fazem o parto.

A adolescente veio de uma tribo Apurinã, em Boca do Acre/AM, com o feto morto. Em Rio Branco, ela apenas retiraria o feto.  A indígena chegou na terça-feira, 11, mas, por indicação da própria maternidade, foi pedido que retornasse na quarta-feira.

Quando voltou ao hospital, ficou internada, mas, segundo o marido da adolescente, Ezio de Souza e Silva, ela não recebeu atendimento e ficou gritando de dores sem receber o atendimento.

O parto começa quando a cabeça do feto está saindo, as mulheres correm para a ajudar e completam o procedimento. As roupas sujas de sangue e o feto ficam no chão, enquanto outras grávidas olham assustadas. Depois as mulheres colocam uma frauda na paciente para conter o sangramento. As cenas foram gravadas na manhã desta quarta-feira, 12.

A dona de casa Marias das Chagas Soares estava no quarto e acompanhou todo  o parto. Ela disse que ficou assustada e preferiu apenas olhar o que estava acontecendo. O pior, segundo a dona de casa, é, que, ela está acompanhando a filha, que também está com feto morto na barriga. Há três dias, ela espera a retirada e nada do hospital fazer o procedimento.

A família da adolescente está em Rio Branco acompanhando tudo do lado de fora da maternidade. A mãe da garota Valrinete Avelino disse que ela está tomando medicamentos e se recuperando, mas quando viu a filha sentindo dores sem receber atendimento pensou que a perderia.

A indígena Letícia Iawanawa, que faz parte de grupo de defesa dos direitos indígenas disse que vai levar o vídeo até o Ministério Público Federal para que seja tomada uma providência. Informou, até, que não é a primeira vez que isso acontece.

A diretora da maternidade, Lorena Seguel, disse que será feito uma investigação para saber o que aconteceu. O fato de ter deixado a adolescente esperando para o parto é normal, pois o próprio organismo trata de expulsar.  A indução para a retirada do feto é o procedimento que garante a preservação do útero. Lorena garantiu que, se houve negligência, os responsáveis serão punidos. Todas as gestantes devem receber atendimento 24 horas na maternidade. Assista o Video.

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