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Grupo acende velas em memória às 500 mil vítimas da covid-19

Ação ocorreu nesta segunda em frente ao Palácio Rio Branco

Após o Brasil ultrapassar a marca de 500 mil mortes pela covid-19 no último sábado (19), diversos estados realizaram homenagens às vítimas. No Acre, pessoas se reuniram no final da tarde desta segunda-feira (22), em frente ao Palácio Rio Branco, para acender 500 velas em respeito aos óbitos.

As homenagens foram mobilizadas pelo órgão Vida e Justiça, uma associação Nacional em apoio à defesa dos direitos as vítimas da covid-19. Entidades sociais, religiosas e famílias que perderam entes queridos participaram do evento.

“Nós estamos aqui impotentes, com as nossas limitações, mas queremos, com todas as religiões representadas aqui, manifestar a nossa solidariedade, sobretudo, aos familiares que tanto sofreram por esta pandemia”, afirmou o padre Mássimo Lombardi.

São pais, mães, filhos e filhas, avós, maridos, mulheres, amigos. Para muita gente a dor da perda veio diversas vezes. É o caso da Caroli Lima, mulher do inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Peregrino José de Lima, que morreu vítima da covid-19 em janeiro deste ano. A sogra, o cunhado e dois amigos também se foram por causa da doença.

“A dor da perda é uma dor inenarrável. É muito difícil perder um ente querido, um amigo. Até hoje a gente vive cada momento de dificuldade. É uma doença que pra gente era desconhecida, pegou todo mundo de surpresa, e ela não acabou ainda. É preciso que a gente continue nos cuidando, tomando todas as medidas necessárias”, pontuou Caroli.

“Nessa dificuldade, a gente ainda tem que continuar e agradecer por estar vivo. Infelizmente são 500 mil famílias, 500 mil pessoas que não estão aqui. E eu só tenho que agradecer por ter passado pela doença e estar bem, apesar das sequelas. E torcer pra que a vacina chegue para minha idade logo, para eu ser vacinada”, concluiu a professora Anne.

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