Há 57 dias sem chuvas na capital, rio Acre está medindo 1,46 metros

Escassez de chuvas e perca de força operacional dos Bombeiros contribuem para queimadas

Rio Branco completa 57 dias sem chuvas, quase dois meses, sendo esse um dos períodos de estiagem mais longos da história. A umidade relativa do ar está mais baixa e as temperaturas cada dia mais altas.

Essa situação deixa os rios completamente seco, o rio Acre chegou a 1,46m na manhã desta terça-feira (17), sendo considerada a menor marca para este período do mês de agosto.

Segundo o Tenente Freitas Filho do Comando Operacional do Corpo de Bombeiros, esse cenário contribuiu para as queimadas, no estado já foram registradas 2.700 ocorrências de janeiro até agora.

“Nossa região está com escassez de água. É no estado inteiro e isso tem refletido diretamente na questão das queimadas, devido à escassez de chuva as condições atmosféricas ficam bastante desfavoráveis. Temos uma umidade relativa do ar muito baixa e isso propicia a ocorrência de incêndios florestais, a vegetação também está bastante seca, então nós temos todos esses complicadores”, explicou o Tenente Freitas.

Atualmente o Corpo de Bombeiros possui apenas 438 militares. 60 profissionais entraram para reserva remunerada ou morreram por conta da covid-19 do final de 2020 até agora. Isso representa uma redução de mais de 10% no trabalho. Dessa forma os bombeiros perderam a força operacional de resposta, o que tem preocupado a corporação.

Entre os municípios com mais queimadas estão Feijó e Epitaciolândia. Em cada uma dessas cidades há apenas três bombeiros de plantão para atender todas as ocorrências, o que é praticamente inviável.

“Isso é fato, tem situações de alguns quartéis onde temos apenas três pessoas em serviço em alguns dias, e isso exige muita habilidade da guarnição em dá uma resposta para a comunidade, sem comprometer a segurança dos combatentes e também visando proteger o meio ambiente e o patrimônio das pessoas”, informou o Tenente.

Na zona rural de Rio Branco a seca continua crítica. A Defesa Civil Municipal entrega suprimentos e leva água para as regiões mais escassas. Os produtores estão com poços e tanques com níveis baixos. A situação prejudica os moradores, as lavouras e a criação de animais. De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Cláudio Falcão, o município já estuda decretar situação de emergência.

“Nós já estudamos a possibilidade especialmente para zona rural porque estão desabastecidos, precisam ter um suporte maior e através de uma decretação de situação de emergência para a parte de desabastecimento de água já cabe. Então o município já estuda a possibilidade de em breve nós estarmos elaborando um decreto de situação de emergência para poder dá celeridade em todas as ações de assistência e de socorro e resposta para todas as comunidades”, informou o coordenador.

Escrito por: Jardel Angelim.

Foto: TV Gazeta.

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