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Haitianos começam a sair do Acre em aviões fretados e FAB

Pelo menos 2.600 imigrantes continuam na cidade de Brasileia

Um grupo de 138 haitianos embarcam nesta terça-feira, 1º, para Porto Velho, Rondônia, em aviões fretados pelo governo estadual e por cargueiros da Força Aérea Brasileira – FAB.

A medida chamada de urgente, foi uma forma de desafogar o abrigo de Brasileia, que amanheceu com mais de 2.600 pessoas, e sem condições de atender todos os refugiados.

Enquanto a BR-364 estiver fechada por causa da enchente do rio Madeira, o governo do Acre, em parceria com o governo Federal, vai retirar uma grande leva de haitianos através do voos que estão trazendo medicamentos e alimentos. “Essas aeronaves voltavam vazias. Agora vamos aproveitar para levar os refugiados para fora do estado”, explicou o secretário de Ação Social do Estado, Antônio Torres, a quem coube organizar a saída do grupo.

Ao desembarcarem em Porto Velho, os haitianos seguiram seus destinos em ônibus fretados, pagos pelo governo federal. O primeiro trabalho é em Brasileia. Os ônibus vão buscar apenas os que já conseguiram toda a documentação. De acordo com a chegada dos voos em Rio Branco eles vão sendo embarcados.

A Secretaria de Ação Social faz um cálculo e acredita que as passagens vão custar em média, por cada pessoa, R$ 700,00. Ao todo existe uma estimativa de gasto na casa de R$ 1,4 milhão.

Até a cheia do rio Madeira, os refugiados saiam do Acre através de ônibus fretados pelas empresas ,que levavam grupos para trabalho, principalmente na construção civil. Outros viajavam por conta própria, e seguiam geralmente para São Paulo. Com o fechamento da BR, eles foram se aglomerando no abrigo de Brasileia, que, não tem condições de atender a todos, por isso o governo quer retirar parte deles do Estado.

A retirada dos imigrantes via aérea não deve reduzir os problemas em Brasileia. Enquanto 138 saíram hoje, só no domingo passado, chegaram 90 no abrigo. O ciclo migratório só cresce. Com poucas alternativas de saída do estado do haitianos e de um grande grupo de senegaleses, a fronteira está virando uma bomba relógio.

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