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Horário do Acre: comerciantes divergem sobre mudança

Pesquisa da Fecomercio aponta empate técnico

Em novembro do ano passado, os acreanos tiveram que atrasar o relógio em uma hora. Resultado do referendo promovido em 2010, 56% da população decidiu pelo horário estabelecido desde 1913.

Três meses após a mudança, o retorno ainda divide opiniões. Uns se dizem acostumados, outros nem tanto. “Não está muito bom o horário para ir trabalhar, resolver alguma coisa. Se depender de mim voltava o outro horário”, diz Antônio Batista. Já para a aposentada Maria Brito, “toda vida foi assim, então, este é o horário de Deus.”

A Fecomercio divulgou pesquisa sobre a satisfação dos empresários com a volta do horário. 45 pessoas foram entrevistadas. 53% afirmaram ter sofrido algum tipo de impacto com a mudança.

Para 31%, a mudança trouxe melhorias, principalmente, em relação ao maior fluxo de pessoas nas ruas. Outros 33% avaliaram como negativo o retorno. A maior dificuldade encontrada é a relação com fornecedores de outros estados.

A maioria mostrou-se favorável a decisão popular pelo antigo fuso horário. Mas em caso de novo referendo, predomina a preferência por apenas uma hora em relação a Brasília. A gerente de uma de loja de artigos esportivos afirmou que a mudança trouxe pontos positivos e negativos.

“Esse contato direto com as fábricas era mais fácil. Mas, aqui para a gente, o horário começava a funcionar das nove em diante, agora, os clientes aparecem mais cedo”, enfatizou Jance Fontenele.

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