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Imigrantes serão monitorados por causa da febre chikungunya

Vigilância promete reforço no combate ao aedes aegypt

Com mais dois casos confirmados de febre chikungunya no Brasil, a Secretaria de Saúde de Rio Branco vai intensificar o monitoramento aos imigrantes que chegam ao Acre. Alguns países já apresentam surtos da doença, que tem os mesmos sintomas da dengue, inclusive, é transmitida pelo mesmo mosquito: o aedes aegypt.

Foram registrados casos no Haiti e República Dominicana, países que mantêm rota migratória com o Brasil que tem como porta de entrada o Acre. A secretaria de saúde do município informou que vai fortalecer o trabalho de monitoramento no abrigo que recebe os haitianos, dominicanos e africanos que diariamente entram no pais.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Luana Esteves, os casos suspeitos serão tratados de forma diferenciada. Os pacientes ficarão em quarentena e recebendo os medicamentos, os mesmos para a dengue.

Será feita a coleta de sangue e o material enviado para o laboratório central de Fortaleza no Ceará. “A partir desses testes é que o ministério da saúde confirma se é caso de febre chikungunya. Nosso trabalho é monitorar a entrada da doença, e isso já estamos fazendo”, ressaltou.

A secretaria de Saúde informou que vai intensificar o trabalho de eliminação dos focos do mosquito e já alertou os postos de saúde dos bairros Tancredo Neves e Placas, que atendem os imigrantes.

A febre chikungunya está invadindo os países africanos, da América Central e do Norte. Alguns casos já foram confirmados nos Estados unidos. Na América do Sul, o risco vem da Venezuela, área próxima onde foram registrados os dois casos no Brasil que a é região do Oiapoque, no estado do Amapá.

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