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Ineficiência no interior traz problemas para Saúde na Capital

Maria Mendes veio de Porto Acre para ser atendida na Capital

Todos os dias pacientes que procuram as unidades de saúde de Rio Branco precisam disputar cada exame e medicamentos com pacientes que vem dos municípios que ficam mais próximos da Capital. De R$ 5 milhões que são gastos na compra de remédios, R$ 1 milhão é usado para abastecer as pessoas que deveriam receber o atendimento na Cidade de origem.

A secretaria de saúde da Capital ainda não fez um levantamento oficial de quanto ampliou sua rede de atendimento, mas, todos os dias, recebe pacientes de Senador Guiomard, Bujari, Porto Acre, Capixaba, Acrelândia e até de Boca do Acre no Amazonas.

Em alguns postos de saúde chega a faltar antibióticos e antitérmicos por causa da grande procura que vem do interior.

No posto de saúde que fica no bairro Adalberto Sena, na estrada que liga a Porto Acre, encontramos a aposentada Maria Mendes de Oliveira, 85. Nessa quarta-feira, acordou ainda na madruga.

Moradora do ramal dos paulistas em Porto Acre, a anciã viajou quase 40 quilômetros para poder fazer exame de sangue num posto de saúde em Rio Branco. Enquanto esperava ser atendida, estava preocupada. O marido de 90 anos está doente e ficou sozinho em casa.

Maria reclama que se pudesse fazer os exames em Porto Acre não gastaria tanto dinheiro e não precisaria se deslocar pra tão distante. “Temos condições de construir até uma maternidade no município, mas ninguém faz nada para melhorar a saúde”, completou.

Tanta procura faz com que os moradores da Capital encontrem dificuldades para fazer exames e até conseguir remédios. Pacientes de Rio Branco disputam até os espaços nas unidades de saúde.

A diretora de um posto, Joceneida de Almeida, disse que já chegou a faltar remédios, mas o sistema único de saúde não coloca divisas. “Somos obrigados a atender quem chega. Não interessa se a pessoa vem do interior.

Para os prefeitos desses municípios virou um grande negócio. Existem denúncias de que eles chegam a alugar veículos para trazer os pacientes para Rio Branco. Com isso, se livram do problema.

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