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Instabilidade do Madeira preocupa Acre e Rondônia

Quem usa estrada fala de semelhanças com 2014

O Rio Madeira está instável na região da Vila Abunã. Quem utiliza a estrada para trabalho ou como viajante lembra que este ano está sendo desenhado um cenário muito parecido com o que ocorreu em 2014, o ano em que o Acre ficou isolado via terrestre.

As pessoas lembram também que o período em que o Acre se isolou foi final de fevereiro e início de março. Portanto, ainda há muito tempo para que a insegurança seja rotina para quem usa a estrada. Na margem do rio, os comerciantes também estão atentos e se preparando para uma possível cheia.

Antônio Carlos conta que foi pego de surpresa em 2014. Para o autônomo, essa subida além do normal só aconteceu após a construção das usinas hidroelétricas de Jirau e Santo Antônio. Mesmo com a construção das usinas, o progresso não chegou por aqui. Falta até energia elétrica. Para funcionar o estabelecimento, ele utiliza um gerador.
A antiga Vila Mutum Paraná é o ponto em que a água mais se aproxima da BR-364. Nessas imagens aéreas, é possível ver que a BR está rodeada pelo rio. Mas, a Defesa Civil do Acre informou que para que as águas alcancem a pista, o rio precisa atingir pelo menos 22 metros.

Na semana passada, esse ponto chegou a sofrer com uma erosão, mas o Dnit de Rondônia fez a recuperação do solo com essas pedras.

Em toda essa extensão da estrada, as árvores mortas às margens mostram os estragos causados pela última enchente. Ao trafegar na rodovia nessas condições, os caminhoneiros começam a ficar atentos.

Outro ponto que inundou a BR foi em Jaci-Paraná. A água também está próxima da pista nessa na região. A hidroelétrica fica há 395 quilômetros de Rio Branco. Sua operação segue de forma normal.

O Governo do Acre já entrou em contato com a Agência Nacional de Águas (ANA) para que as usinas cooperem neste momento. Por enquanto, o Rio Madeira continua instável, e ainda não comprometeu a trafegabilidade.

O risco maior é em fevereiro, quando as chuvas ficam mais intensas. Até lá, o monitoramento das autoridades do Acre e Rondônia é diário.

A assessoria da concessionária da Usina Hidrelétrica de Jirau enviou nota de esclarecimento sobre a atuação da empresa na região. A íntegra do documento está a seguir:

NOTA DA CONCESSIONÁRIA DA USINA DE JIRAU

A Energia Sustentável do Brasil S.A. (ESBR), concessionária da Usina Hidrelétrica (UHE) Jirau, informa que: a sua operação é determinada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração do Sistema Interligado Nacional (SIN), com orientação da Agência Nacional de Águas (ANA). Atualmente, a UHE Jirau opera sem qualquer anormalidade, de acordo com a regra operativa estabelecida em seu projeto.

A ESBR dispõe de uma rede de monitoramento, composta por estações hidrométricas distribuídas ao longo da bacia do Rio Madeira, que fornecem diversos dados, como níveis d’água, precipitação, vazão, descarga sólida e qualidade da água, que subsidiam o plano operativo da UHE Jirau. Estas estações possibilitam ainda a previsão de vazões e o monitoramento de chuvas e níveis d’água nas cabeceiras de rios formadores do Rio Madeira, que podem contribuir para um planejamento antecipado do ONS com ações a serem eventualmente tomadas em ocasiões de cheias.

Neste sentido, no caso da ocorrência de outra cheia relevante na bacia do Rio Madeira, a UHE Jirau pode colaborar em uma ação coordenada pelo ONS e com a participação das concessionárias das UHE Santo Antônio e Jirau, para minimizar o risco de eventuais inundações a partir do controle dos níveis d’água a montante das hidrelétricas.

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