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Invasores do Ramal do pica-pau protestam

Mobilização aconteceu em frente ao Fórum

Famílias que invadiram área de terra na Estrada do Amapá há cerca de um ano protestaram em frente ao Fórum Barão do Rio Branco nesta quarta-feira. Eles foram até a unidade judiciária obedecendo um mandando, e manifestaram preocupação com uma futura ação de reintegração de posse.

Dezenas de pessoas, a maioria mulheres com crianças, se deslocaram até o Fórum Barão do Rio Branco pela manhã. Muitos levaram uma cópia do mandado de citação e de intimação, de um processo de reintegração, e manutenção de posse.

O grupo representa cerca de 200 famílias que invadiram uma área de terra de 25 hectares no Ramal do Pica-Pau, localizado na Estrada do Amapá em Rio Branco.

Segundo uma das integrantes do movimento, Elaine Ferreira, o dono do imóvel procura a Justiça mais de um ano depois que a terra foi invadida. “Agora, por que só um ano e três meses depois é que ele veio aparecer? O que a gente quer é só um pedaço de terra, que ele olhe pra nós e veja que todos aqui precisam”, disse.

No mandado que chegou até os invasores, consta o nome de três pessoas que seriam os representantes do movimento e também intima todas as pessoas que estão no imóvel em litígio, para comparecerem em audiência de justificação prévia.

Por isso, tantas pessoas se deslocaram até o Fórum. No entanto, a preocupação da maioria delas não era com o mandado atual, mas com o possível mandado de reintegração de posse que está por vir.

Um advogado recém-contratado pelas famílias acompanhou a audiência. Ele acredita que o tempo em que a terra foi invadida pode determinar quem tem direito ou não à posse.
“Invasão não é legal, mas em compensação se a pessoa invadiu e está há um certo tempo lá, e não foi contestado, essa invasão passa a ser posse pacífica”, disse o advogado Cícero Pereira.

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