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Petrini, sobre slow food: “comer pode ser um gesto político”

Maior aproveitamento e valorização dos alimentos

O jornalista italiano Carlo Petrini veio ao Acre para apresentar a organização Slow Food. A ideia é simples, mostrar ao mundo que é preciso aproveitar os alimentos, se preocupar com a biodiversidade e os produtos da agricultura de subsistência para uma economia voltada à culinária sustentável.

“Estou aqui para fortalecer a rede de slow food, porque este lugar é um lugar estratégico, não só para Brasil, mas também para o mundo,” disse Petrini.

O slow food defende o conceito de que todos tem direito a comida de qualidade e saudável. O jornalista ministrou uma palestra em Rio Branco para falar sobre o assunto.

Petrini foi convidado pela escola de gastronomia do estado para acompanhar a forma como são aproveitados e preparados os alimentos no Acre. “Nós vamos precisar de produtos que tenham como base aquilo que o slow food também tem, que é o produto bom, limpo e justo. Ou seja, um produto que é produzido sem agrotóxicos, com o mínimo de intervenção possível e que tenha um preço justo para o produtor. Então as escolas vão atuar nesse sentido também, por isso essa importância,” disse Patrycia Coelho, representante da escola de gastronomia.

Durante o evento, a organização lançou o livro “A Arca do Gosto do Brasil”. Alimentos, conhecimentos e histórias do patrimônio gastronômico. A obra é um catálogo com pelo menos 200 produtos que não são bem aproveitados pela culinária brasileira e correm o risco de desaparecer. a venda está disponível no site www.slowfoodbrasil.com.

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