TJAC inicia julgamento de acusados de matar e enterrar adolescente

Crime aconteceu no dia 29 de janeiro deste ano, na região do Loteamento Praia do Amapá

Por Luanna Lins para Agazeta.net

Iniciou na manhã desta segunda-feira, 6, o julgamento de sete dos oito acusados de assassinar e enterrar numa cova rasa a adolescente Raquel Melo, de 13 anos. O crime aconteceu no dia 29 de janeiro deste ano, na região do Loteamento Praia do Amapá, em Rio Branco. Segundo informações da família, ela teria sido julgada pelo “tribunal do crime” por fazer críticas à organização criminosa que comanda a região e apologia à facção rival.

Os suspeitos são acusados de matar, também, a irmã e o cunhado da vítima, que estavam desaparecidos, quatro meses antes do crime em questão. Os corpos foram encontrados na mesma região em que Raquel foi enterrada, local que ficou conhecido por “Cemitério do Crime”. Segundo o Ministério Público do Acre (MPAC), todos irão responder por cárcere privado, homicídio, ocultação de cadáver, participação em organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo e crime de incêndio. Um dos acusados continua foragido.

A tendência é que o julgamento, realizado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri do Fórum Criminal, siga até terça-feira, 7, devido ao número de réus e testemunhas que precisam ser ouvidos até ser obtida a sentença. A Justiça espera que outros crimes cometidos pelo grupo sejam revelados.

Entenda o caso

Junto da mãe, Raquel saía de um culto quando as duas foram raptadas e levadas ao local do julgamento, em uma casa abandonada. Alguns minutos depois, a mãe foi liberada pelos membros da organização criminosa e Raquel ficou no local para receber sua sentença. Com medo, a mãe não procurou a polícia, pois acreditava que a filha ainda poderia estar viva, mesmo nas mãos dos membros da organização criminosa.

Segundo a Polícia Militar, que encontrou o corpo da adolescente, ela foi assassinada com facadas e tiros e provavelmente torturada. No dia seguinte ao crime, os militares conseguiram prender dois irmãos, de 18 e 20 anos, que eram vizinhos das vítimas e confessaram a participação no crime, contando onde esconderam o corpo de Raquel.

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