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Leptospirose já causou duas mortes em Cruzeiro do Sul

No Manoel Nery da Silva, 46 presos estão contaminados

Um surto de leptospirose. É o que está acontecendo no presídio Manoel Nery da Silva, em Cruzeiro do Sul, onde já foram diagnosticados, este ano, 46 casos da doença. Causada por uma bactéria presente na urina de ratos ou em água contaminada, a leptospirose provoca um quadro de infecção grave no organismo e pode levar à morte, se não for tratada.

Os detento e os parentes que visitam a unidade prisional estão temerosos. A preocupação aumentou nas últimas semanas quando dezenas de presos que apresentavam os sintomas foram diagnosticados com a doença. Durante uma fiscalização na cozinha do presídio, centenas de quilos de alimento foram jogados fora. A direção do sistema penitenciário nega que existam focos de contaminação no local.

“Já foi feita a higienização desde o ano passado. A Secretaria de Saúde também esta cuidando do caso, e tem uma empresa que está fazendo a limpeza do prédio”, afirma o diretor do IAPEN, Dirceu Algusto.

Do cerca de 500 presos da unidade prisional de Cruzeiro do Sul, menos de um terço passou por exames, o que significa que o número de casos da doença pode aumentar. Do ano passado para cá, dois presos já morreram vítimas da leptospirose.

Diante de um surto da doença dentro do presídio, a Secretaria Estadual de Saúde mobilizou uma força-tarefa para evitar novos casos. E acompanha o tratamento dos presos que já foram contaminados.

“Além do tratamento desses casos, estão sendo feitas ações de educação e saúde tentando prevenir a disseminação da doença”, garante a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SESACRE, Elissandra Santos.

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