Liderança indígena morre como a mulher mais velha do Brasil

Só os parentes que estavam em Feijó puderam se despedir da idosa, que estava em tratamento

Maria Lucimar Ferreira da etnia Huni Kuin (Kaxinawá), era a mulher mais velha do Brasil, segundo sua Certidão de Nascimento, que marcava 131 anos de idade. A indígena nasceu no dia 3 de setembro de 1890, na aldeia Boca da Grota, onde morou durante 100 anos.

A centenária estava em Feijó, onde fazia tratamento de saúde, quando faleceu no último dia 21, último sábado. Como a viagem seria demorada a família decidiu enterrar a idosa no cemitério do município de Feijó. Longe da terra onde lutou e viveu por mais de um século.

Infelizmente, os documentos de Maria Lucimar a colocavam como a mulher mais idosa, mas, não constava em livros oficiais. Segundo a família, mesmo com a idade tão avançada, Maria Lucimar era lúcida, e todo dia 3 de setembro, aniversário da anciã, era festa na Aldeia.

Segundo seu neto, a liderança indígena Huni Kuin, falava muito pouco do português, mas, era a base da etnia na região de Feíjó. Onde contava para os mais jovens o sofrimento que foi com a chegadas dos seringalistas para a exploração do látex, principalmente das correrias, quando suas terras e seu povo era explorado.

Maria Lucimar ou vovó Parã, gravou documentários e entrevistas contando sobre sua longevidade. E a fórmula, segundo ela, era a alimentação e vida saudável na Aldeia.

Agora, será comprovada a idade da anciã indígena, para que ela entre no Livro dos Recordes e fique marcada sua existência, não apenas ao povo Huni Kuin, mas para o mundo.

Matéria do repórter Adaílson Oliveira para a TV Gazeta 

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