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Mãe vira empresária para ficar mais perto dos filhos

“Desde que nasceram não gosto de fazer nada sem eles”

A administradora Paula Dheyme, trabalhava na empresa do pai quando descobriu a gravidez da primeira filha, Riana, aos 25 anos. A gravidez inesperada, pegou de surpresa mãe e pai do bebê. “Eu e meu marido estávamos nos programando para casar no final do ano ainda. Mas quando eu soube falei ‘nós vamos casar, antes da minha barriga crescer’”, lembra rindo Paula.

Ainda morando com os pais, o jovem casal ainda não possuía casa própria ou condições para o casamento. “Nós movemos mundos e fundos, tiramos dinheiro de onde não tínhamos, nossa família toda ajudou, e construímos nossa casa, mas a casa era tão simples que se encostasse na porta ela abria”.

Durante a licença maternidade o marido de Paula começou a trabalhar no lugar dela, e lá mesmo ficou. Após os seis meses, mãe e filha estavam tão apegadas que a separação não conseguia existir.

“Entre não conseguir voltar para trabalhar e precisar de emprego, conheci um rapaz que trazia roupa pra mim, eu vendia e ganhava 30% do valor. Aí eu comecei a juntar dinheiro, e falava para o meu marido ‘vai segurando as pontas sozinho, por enquanto eu vou investir’”, conta a empresária.

Fazendo uma surpresa à esposa, o marido comprou passagens para dois dias em Fortaleza, centro comercial grande quando o assunto é roupas. “Minha intenção em ter meu próprio negócio era trazer meus filhos para perto de mim. Não queria ficar longe deles e eu precisava trabalhar”, acrescenta.

Durante a gravidez do segundo filho, Rian, Paula conta que se assustou quando foi realizar uma ultrassom para ter certeza do sexo do bebê e poder realizar seu chá. “Eu quase perdi meu filho. Fiz uma ultrassom de rotina e quando saí de lá fui direto para maternidade, porque estava quase sem líquido no útero, eu ainda estava com cinco meses e queriam tirar meu filho”, lembra a mãe.

Grávida de apenas cinco meses, com um bebê de pouco mais de 1kg, a intenção dos médicos era realizar um parto e entubar a criança, mas alertaram a mãe para a possibilidade de o filho não sobreviver.

“Eu orei muito, pedi ajuda para passar daquilo. No décimo dia o líquido voltou e eu tive meu filho normal, com 9 meses. Até hoje as pessoas contam minha história na maternidade, ninguém acreditou que o líquido fosse voltar”.

Mesmo com a rotina puxada de cuidar de uma loja, a mãe consegue conciliar a rotina. “Às vezes eu passo o dia inteiro sem ver meus filhos, durmo bem tarde porque quando chego em casa fico brincando com o Rian até tarde, enquanto ele estiver acordado ele quer brincar comigo”.

“Meu tempo no domingo é dedicado exclusivamente aos meus filhos, não vou para canto nenhum sem eles. Na verdade, desde que eles nasceram minha vida é assim, não gosto de ficar longe, nem fazer nada sem eles”, conclui Paula.

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