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Mais de 600 imigrantes já foram transferidos para Rio Branco

“Aqui tenho a esperança de dias melhores”, diz haitiano

Likecy Jounette é um dos milhares de haitianos que tentam uma nova vida no Brasil. “Aqui tenho a esperança de dias melhores”, revela. Há quase um mês ele estava no abrigo montado em Brasileia, cidade acreana na fronteira com a Bolívia.

No último fim de semana, o governo do estado decidiu fechar o alojamento. As péssimas condições de higiene e a superlotação são alguns motivos que levaram a essa medida. A partir de agora, os haitianos estão sendo levados para a capital.

Desde sábado, 12, mais de 600 imigrantes vieram para o parque de exposições Marechal Castelo Branco. Outras 230 pessoas que continuam em Brasileia serão transferidos até o fim do mês.

Além dos haitianos, a rota para entrar no país através do Acre está sendo cada vez mais utilizada por senegaleses. A convivência entre eles nem sempre é pacífica. Obert Junot é do Haiti e Assane Olabisi do Senegal. Os dois mostram que neste momento difícil, a união é a melhor escolha a se fazer. “Haitianos e senegaleses são da mesma família. Todos são irmãos”, diz Obert.

Mais de 15 mil imigrantes já ultrapassaram a fronteira, nos últimos quatro anos. E esse número só aumenta. Por dia, 50 pessoas, em média, chegam ao Acre. “O objetivo deles é retirar a documentação e seguir viagem. Aqui no parque é outro ambiente, muito mais salubre e até para a gente oferecer os serviços com maior agilidade”, enfatizou Antônio Torres, secretário estadual de Desenvolvimento Social.

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