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Manifestações de trabalhadores marcam esta quinta-feira em todo o país

Protagonistas são os trabalhadores, que reivindicam uma série de assuntos

Hoje, 11, acontece o Dia Nacional de Luta, onde vários trabalhadores vão às ruas protestar em todo o país. As principais reivindicações são pelo fim do fator previdenciário, pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários, pela aceleração da reforma agrária e pela aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação e de 10% do Orçamento da União para a saúde.

Os professores e técnicos da Universidade Federal do Acre (Ufac), do Instituto Federal do Acre (Ifac) e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos confirmaram a paralisação das atividades. As categorias realizarão uma série de mobilizações durante todo o dia na área central de Rio Branco.

Servidores da Saúde de Rio Branco estão com as atividades paradas desde a segunda-feira, 8, mas a categoria também vai se reunir com as outras classes para fortalecer o protesto.

Os servidores da universidade reivindicam melhorias salariais, o que também é um dos temas das exigências dos carteiros que ainda pedem a contratação de mais funcionários e a reestruturação das entregas.

No evento organizado pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Seção Rio Branco, será denunciado o alto índice de evasão de alunos, a falta de planejamento na oferta dos cursos e de clareza dos editais de ingresso, ausência de documentos orientadores do funcionamento da instituição e outros problemas.

“Todas as reivindicações foram apresentadas numa greve em 2012, mas não foram atendidas, sequer negociadas. Na ocasião, o atual reitor não recebeu o Comando de Greve”, afirmou o coordenador docente do Sinasefe, Cleyton Souza Loureiro.

Em Rio Branco, o Ifac tem um refeitório que não funciona, a biblioteca não empresta livros porque os bibliotecários não têm equipamentos de catalogação e classificação, o prédio do campus tem várias falhas estruturais que colocam em risco as vidas de alunos e servidores e não há laboratórios para o curso de Licenciatura em Biologia.

“No interior é muito pior, principalmente no quesito infraestrutura. Não temos condições de mensurar o que pode acontecer se as pessoas continuarem ingressando no IFAC, já que não há condições dos alunos se formarem dentro das exigências do mundo do trabalho. Não há sequer um estudo prévio sobre as reais demandas locais antes de se divulgar os editais. E os editais, quando saem, usam uma linguagem rebuscada que poucos entendem e têm exigências desnecessárias, como a obrigatoriedade de e-mail”, criticou Loureiro.

Os trabalhadores dos Correios, além de melhores condições de trabalho, o sindicato busca a reestruturação da Diretoria Regional no Acre, aquisição de um complexo operacional e melhores salários.

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