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Mariá pode ser mais uma vítima de negligência médica

Carinho e dedicação fazem parte da rotina da família

Depois que o caso do garoto Benjamin foi mostrado na TV Gazeta e Agazeta.net, a repercussão foi imediata. Charlene Vale é mãe da pequena Mariá. A menina também desenvolveu paralisia cerebral poucos dias após o parto.

A garota não controla o movimento de várias partes do corpo e é dependente de tudo. “Ela não consegue tomar água e tudo que ela come precisa ser liquido”, explicou.
O que deixa Charlene ainda mais angustiada são os exames que fez após o nascimento da menina. Médicos que analisaram os laudos atestaram que Mariá nasceu perfeita. O que houve foi negligência, segundo a mãe.

“Entrei com uma causa na justiça pelos danos morais. Isso não recupera a saúde da minha filha, mas vai, pelo menos, evitar que isso ocorra com outras crianças que nasçam no Hospital Santa Juliana”, enfatiza.

A garota nasceu com icterícia, uma das características é a cor amarelada da pele. De acordo com o pediatra Guilherme Pulici, é possível evitar o agravamento da doença com cuidados básicos de saúde.

“É uma doença que tem prevenção. É importante ao perceber que o bebê está ‘amarelinho’ levar ao médico pediatra que tem muita experiência para fazer a avaliação”, explicou.
Casos como o de Benjamin e Mariá não são tratados no país. O uso de células tronco pode ser a principal alternativa no futuro. “O tratamento é bastante promissor, porém, o mais importante é a prevenção. Após as sequelas, a gente não sabe qual é o grau de melhora que pode ter com o tratamento”, argumentou Pulici.

Nos países que oferecem aplicações de células tronco, os procedimentos não saem por menos de R$ 100 mil. Mesmo assim, Charlene não esconde a esperança de ver a filha independente e capaz de fazer gestos comuns do dia a dia.

“Meu sonho é ver minha filha, pelo menos um dia, sentada no sofá ou então andando como meus outros filhos”, concluiu às lágrimas.

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