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Mecanização agrícola, agora, é paga pelo produtor

Estado não garante mais gratuidade dos serviços

A partir de agora, para ter acesso a serviços de mecanização do estado, produtores rurais terão que pagar. O valor da contrapartida será de 60% da hora de máquina cobrada no mercado. Para participar, os produtores precisam participar de um edital, com prazo de inscrição até o dia 14 de junho.

De acordo com o edital lançado pela Secretaria de Agricultura e Pecuária (Seap), pessoas físicas ou jurídicas do meio rural podem acessar serviços de mecanização, com contrapartida financeira.

Até hoje, os produtores contavam com a assistência gratuita do Estado com maquinários, pagando apenas alguns custos, como combustível. Agora, serviços como recuperação de pastagens, plantio de sagra e benfeitorias de acesso com apoio do
Estado serão possíveis se o produtor participar do edital.

A mudança de estratégia da Seap se justifica aqui, na Oficina de maquinários. Segundo a secretaria, 70% dos equipamentos emprestados sem nenhum custo, retornam sucateados. Agora, com a contrapartida do produtor que será de 60% do valor da hora de máquina cobrada no mercado, esse tipo de situação deve ser evitada.

No caso de um trator pequeno, por exemplo, será cobrado por hora, R$ 87. No mercado de aluguel de máquinas pesadas, a hora desse equipamento custa em média R$ 130. O valor pago pelo produtor será para cobrir gastos com combustível, manutenção, mão de obra do tratorista e depreciação do maquinário.

“Com esse trabalho do Funagro, nós pretendemos organizar mais o setor, planejar melhor o setor e a máquina chegar para o produtor rural num momento que ele precisa. Estamos com o edital aberto para mais de seis municípios do Estado, totalizando 32 mil horas de máquinas desde tratores pequenos, tratores maiores a tratores de esteira. Essas máquinas estão entrando em serviço agora, que a chuva tá passando e vão trabalhar até o próximo inverno”, explica o Secretário de Agricultura e Pecuária, José Reis.

O edital lançado pela Seap, através do Fundo Agropecuário Estadual (Funagro), segundo o secretário, também vai evitar que valores passem pela mão de servidores públicos e trará mais transparência na execução dos serviços.

“O funcionamento do Funagro é todo bancário então o produtor rural quando tem sua habilitação aprovada por um técnico da Seap, por um agrônomo, um veterinário, depois disso, paga um DAE com as quantidades de hora que ele precisa aí esse dinheiro vai para uma conta do Funagro. Essa conta é automaticamente migrada para a secretaria e aí a gente faz uso desses recursos para o beneficiamento da maquinas, custeio de pessoal, pagamento de diárias, insumos, enfim. Tudo que a cadeia necessita pra ter uma boa produção e acompanhar melhor esses trabalhos”, explica o secretário.

Audiências públicas estão sendo promovidas nesta semana para explicar as regras do edital que cobre regionais do Baixo, Alto Acre e Purus. Elas foram divididas em cinco núcleos de atendimento, que estão situados em Acrelândia, Brasileia, Capixaba, Rio Branco e Manoel Urbano.

E, para cada núcleo, existe uma cota de horas de máquina que poderão ser acessadas. Para participar do edital, que fica aberto até o dia 14 é preciso apresentar documentos pessoais e o CAR se houver, nos escritórios da Seap.

 

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