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Médica cubana chega ao Alto Juruá pelo ‘Mais Médicos’

Profissional ficará a disposição do Dsei em Porto Walter

O Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Juruá (DSEI-ARJ), no Acre, recebeu a primeira médica contratada pelo programa Mais Médicos, do governo federal. A profissional cubana chegou ao Estado no dia 14 de setembro, mas começará o trabalho somente nesta semana.

Durante todo esse tempo a profissional estava cumprindo as determinações estabelecidas pelo Ministério da Saúde que incluem, por exemplo, a conclusão dos cursos de capacitação, apresentação do sistema básico de Saúde e também a autorização do registro provisório concedido pelo Conselho Regional de Medicina no Acre (CRM/AC), para o exercício da profissão no Brasil.

Sonia Gonzales Peres ficará no município de Porto Walter, um dos municípios mais isolados do Acre, no meio da selva Amazônica, onde, durante três anos, atenderá principalmente os índios Arara, que habitam a região.

“Para mim, vai ser um grande aprendizado, poder levar um pouco de assistência àqueles que foram os responsáveis pela formação do Brasil e de toda a América. Quero poder atendê-los com amor e dedicação”, disse durante sua recepção.

O DSEI-ARJ compreende oito municípios e tem 126 aldeias cadastradas. Na região o atendimento indígena atua de forma itinerante com escalas de 18 dias em determinadas áreas, buscando o paciente onde ele estiver.

O programa Mais Médicos, que tem a finalidade de levar médicos para atender a população em unidades básicas de saúde do interior dos estados e em periferias de grandes cidades, onde há carência de profissionais de saúde sem passar pelo Revalida, causou polêmica em todo o país, especialmente entre a classe médica.

Perfil
A cubana terá sua primeira experiência de atuar no País. Logo de cara, o desafio será o atendimento médico à população indígena. Sonia Gonzales tem 25 anos de profissão, sete deles atuou na Venezuela. Para ela, o trabalho em outros países, onde há carência de mão-de-obra, é importante aos médicos cubanos.

Em entrevista à Agência do Estado, a médica conta que são três os sentimentos – internacionalismo, solidariedade e humanidade – que os levam a trabalhar fora.

Segundo ela, não foi sua a decisão de ir para Porto Walter e sim da comissão responsável pelo programa em Brasília. “Fui escolhida e estou muito contente de trabalhar lá. Espero dar todo meu conhecimento e experiência para essa população”, disse.

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