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Ministério Público vistoria Museu da Borracha

Com problemas desde 2013, acervo pode ser perdido

Considerado o primeiro espaço de memória do Acre, o Museu da Borracha passa por problemas desde 2013. A infraestrutura do prédio e o mobiliário inadequado estão comprometendo todo o acervo. Logo na entrada, um cadeado impede a entrada de visitantes, uma vez que não há condições de receber ninguém no local.

Integrantes da área de cultura foram até o museu e constataram a situação. Segundo eles, o telhado está coberto por lonas. Com as chuvas, parte de jornais acabaram molhando. Os documentos históricos são de 1990 a 1997. Fotos mostram jornais já em processo de secagem. Mas tem prateleiras cobertas por lona e arquivos com armazenamento inadequado.

O artista plástico Dalmir Ferreira acompanhou o caso e pediu apoio do Ministério Público, que enviou uma equipe ao local, fez um relatório de vai investigar o caso. “ Uma chuva como as que acontecem aqui, acabam por ameaçar irreversivelmente um acervo importante. E que se não se cuidar é certeza que a gente perde uma coisa pra sempre.”

Karla Martins, presidente da Fundação de Cultura do Estado Elias Mansour, informou que o Ministério Público já pediu a retirada de todo o acervo do prédio em 15 dias. A presidente reconheceu que o museu apresenta precárias condições de uso e por isso será fechado até que a reforma seja concluída.

Desde o início do ano passado foi aberto um processo de licitação que só foi concluído no final de 2017. O recurso, avaliado em cerca de R$ 1 milhão e 224 mil por meio de um financiamento junto ao BNDES, consiste em reforma do prédio, aquisição de novo mobiliário e exposição. “Eles orientaram e nos aconselharam a importância, talvez de se fazer a retirada desse material de lá, pelo menos de uma salvaguarda definitiva , até que nós entremos no processo de obra e ele possa retornar de maneira adequada para o espaço.”

A obra está prevista para o final de fevereiro. Enquanto isso, o Museu Povos da Floresta, no Centro da cidade, está com os serviços em dia.

Para os operadores de cultura, melhor seria priorizar os espaços que já estavam funcionando e precisavam de revitalização e atenção maior do poder público. “Na verdade a gente sabe que essa construção do novo museu ela é feita em detrimento de um longo tempo de falta de contato com os demais que tem acervos como o museu de Belas Artes,” concluiu Dalmir.

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