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Motoristas passam sufoco para transitar na BR-317

Trecho que fica em Boca do Acre/AM virou um grande buraco

Nesta segunda-feira, 31, a equipe do Agazeta.Net, recebeu uma denúncia sobre as más condições da estrada na BR-317, em um trecho que fica no município de Boca do Acre/AM.

Segundo o denunciante, no local, onde a estrada ainda não é asfaltada, até mesmo veículos de porte grande como caminhões e caminhonetes estão com dificuldades para passar num trecho de cerca de 3 quilômetros, que apresenta grandes buracos e muita lama, deixando muitos motoristas ‘ilhados’.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o trecho  entre os quilômetros 45 e 124 não foi asfaltado devido à estrada cruzar terras das etnias indígenas Apurinã e Kamicuã.

Imbróglio

Em maio do ano passado, os indígenas disseram que pretendiam iniciar no mês seguinte a cobrança de pedágio, o que contabilizaria à comunidade algo em torno de R$ 168 mil por mês.

O assunto foi discutido na Câmara Municipal de Boca do Acre, em audiência pública convocada para tratar da paralisação das obras da rodovia.

De acordo com o projeto, os Apurinãs reivindicavam a concessão para fins de pedágio no trecho que cruza as terras indígenas. Conforme declararam, a cobrança é uma forma de atenuar os impactos socioambientais gerados nas terras indígenas Kamicuã e Apurinã, pelo grande movimento de veículos pesados. O documento enfatiza que o pedágio é “uma forma de compensação pelos prejuízos ou escassez que por ventura esse povo venha a sofrer”.

Com isso, as obras não foram realizadas nesta parte da estrada, e a população que necessita transitar pela BR-317, ficou prejudicada.

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