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Mototaxímetro pode melhorar qualidade do serviço

Equipamento padroniza cobrança entre mototaxistas

Mototaxistas de Rio Branco se preparam para implantar mototaxímetro. O sistema que visa padronizar os valores cobrados nas corridas, ainda está em fase de teste.
Se tudo sair como o programado a partir de junho, os passageiros de mototaxi de Rio Branco vão passar a contar com um aparelho com bandeira própria, que indica o valor a ser cobrado pelo trajeto percorrido.

O mototaxímetro não é novidade no país, várias cidades e capitais já utilizam o aparelho. Quatro mototaxistas circulam por Rio Branco com o mototaxímetro. Eriberto Gomes afirma que os passageiros têm pagado menos pelas corridas.

“Os passageiros estão gostando da nova forma de pagamento. Todas as corridas que fiz até hoje com o mototaxímetro, os preços sempre estão dando mais baixo que o preço do grito, a negociação. Muitas vezes o passageiro pensa que a negociação sai mais barato, mas quando usar o aparelho vai ver que fica melhor para o passageiro”, afirma.

De acordo com o profissional mesmo cobrando menos por cada corrida, o novo sistema pode aumentar a clientela e isso é vantagem para a categoria. “Vai ser melhor por que vai dar mais corrida. Não adianta você fazer corrida cara e correr pouco. Quanto mais você vende, mais lucro você tem”, avalia Gomes.

De acordo com a tabela aprovada por Decreto em maio de 2015, a bandeira inicial é R$ 3,50. Por quilômetro rodado são cobrados R$ 1,50. Se o mototaxista tiver que esperar o passageiro entre a corrida o valor por hora parada é de R$ 15.

Na bandeira 2, são cobrados R$ 0,30 a mais por cada quilômetro percorrido. Por enquanto, sem o aparelho, o valor do trajeto é negociado entre o cliente e o mototaxista.

“A princípio estamos fazendo um teste pra ver se o que o aparelho está nos mostrando condiz com a tabela. Em seguida depois de tudo aprovado vai ser baixada uma portaria estimulando o prazo que todo taxista vão ter que estar usando o aparelho”, disse o presidente do Sindimoto, Luiz Araújo. Cada aparelho custa em média R$ 850.

A RB Trans acompanha a implantação do mototaxímetro e vai regular o funcionamento do sistema. “Vão ter seis meses pra se regularizar, ou seja, até o final do ano vão ter que estar regularizados. Após esse prazo aquele que não estiver com o mototaxímetro vamos ter que fazer as penalidades que a legislação permite”, explica o superintendente da RB Trans Gabriel Forneck.

Segundo o representante do Sindimoto, os a luta pela implantação do sistema já dura cinco anos. A burocracia dificultou o processo. De acordo com o presidente do Sindimoto, Luiz Araújo, só agora que o Inmetro liberou a venda pelo fabricante.

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