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MP não descarta fim da Cavalgada

Falta de segurança chamou atenção da promotoria

A promotora especializada de Defesa do Consumidor, Alessandra Marques, não descarta a possibilidade de pedir à Justiça o fim da Cavalgada. Em entrevista coletiva realizada no fim da manhã desta segunda-feira, ela foi taxativa. “Há, efetivamente a possibilidade que seja pedido judicialmente, ou até recomendado o fim do evento em razão do que aconteceu ontem”, sugeriu.

A falta de segurança, tanto por parte do poder público quanto por parte das comitivas, foi o aspecto que mais chamou atenção da promotoria. Os casos de acidentes, brigas e esfaqueamento reforçam os argumentos da promotoria.

É possível o responsabilizar o Estado e as comitivas. É óbvio que o ministério público não quer pôr fim a uma festa tradicional, mas não se pode continuar com aquilo que aconteceu ontem”, defendeu. “Foi lamentável”.

Para a promotoria de Defesa do Consumidor, a questão da segurança no Parque de Exposições “está bem resolvida”. Disse que não há relatos de ausência de policiamento nas dependências do parque Marechal Castelo Branco.

A promotoria de Meio Ambiente também já solicitou do comando da Polícia Militar e do Pelotão Florestal informações sobre a fiscalização relacionada ao trato dos animais. Imagens divulgadas pela imprensa e pelas redes sociais fundamentaram pedido de explicações do MP.

“Eu estou no aguardo do relatório deles”, disse a promotora. “A partir daí vamos encaminhar ao Poder Judiciário. Com as fotos, já é possível identificar essas pessoas”.
A Promotoria do Meio Ambiente vai encaminhar o relatório contendo as imagens ao juizado Especial Criminal. Não houve, ainda, nenhuma denúncia formal ao Ministério Público envolvendo maus tratos dos animais.

Na semana que vem, representantes do MP e da organização da Expoacre e da Cavalgada se encontram para discutir os problemas relacionados ao evento de domingo.

Governo lança nota de explicação e reforça argumento de “casos isolados”

A Secretaria de Estado de turismo e Lazer divulga nota sobre a Cavalgada 2014. No texto, diz que o evento é “privado” e que os casos de violência são “casos isolados”. Leia a íntegra:

Nota de Esclarecimento

O Governo do Estado do Acre, por intermédio da Secretaria de Estado Turismo e Lazer, vem a público se manifestar sobre os fatos ocorridos durante a Cavalgada 2014, festa popular que integra o calendário de eventos oficiais do Estado. 
 
A Cavalgada representa, assim como outros eventos realizados no estado, parte da identidade cultural do acreano. Desde 2013 é um evento de natureza privada, coordenado por uma comissão formada por representantes das comitivas com o apoio da Secretaria de Turismo e Lazer (Setul). 
 
O Governo do Estado não compactua com maus tratos de qualquer natureza e contra animais de qualquer espécie e, portanto, defende que quem comete tal crime seja responsabilizado e punido com os rigores da lei.

Num evento desta magnitude, com a estimativa de público presente de aproximadamente 38 mil pessoas, as ocorrências foram casos isolados e prontamente debelados, com uma rápida atuação das instituições de segurança. Os casos considerados de maior gravidade terão todas as medidas legais adotadas.

Agradecemos o apoio das instituições parceiras, Detran, RBTrans, Ciatran, Ciosp, Polícia Civil, PM, CBMAC, PRF, MPE, Juizado da Infância e da Juventude, Semsur, Idaf, Procon, importantes para a realização do evento.


Rachel Moreira Coelho
Secretária de Estado de Turismo e Lazer

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