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MS pretende ampliar horários de funcionamento das USF’s

Reorganização do período de atendimento

Por meio do programa Saúde na Hora, o Ministério da Saúde pretende ampliar os horários de funcionamento e os serviços disponibilizados nas Unidades de Saúde da Família (USF´s).

A medida visa auxiliar os gestores a reorganizarem o período de atendimento nesses locais. Atualmente, as unidades funcionam por 40 horas semanais e se aderirem ao programa, poderá passar a atender nos formatos de 60 ou 75 horas semanais.

Para isso, o governo federal irá garantir um incremento no repasse conforme modelo e quantidade de equipes da unidade. Em um primeiro momento, o incentivo extra poderá variar de R$ 22.800 mil a R$ 60 mil.

Para quem busca locais de atendimento de atenção primária, ter mais flexibilidade no horário de funcionamento das unidades e mais opções de serviços oferecidos, pode melhorar a qualidade e a agilidade no atendimento.

“Às vezes a gente precisa ser atendida de manhã, pois meu filho estuda pela parte da tarde e se o horário mudar vai melhorar”, disse a dona de casa, Rosimeire Freire.

A Unidade Básica de Saúde Luana de Souza Freitas é responsável pela cobertura de três bairros da região. Classificada como porte dois, não se qualifica nas unidades que podem estender o horário de atendimento, mas mesmo assim a equipe, ainda que reduzida, gostaria de ter condições de melhorar a qualidade no atendimento.

“A questão de querer, a gente até quer, a unidade, a equipe quer sempre favorecer o vínculo com a população, o problema é que a unidade é pequena e é porte dois, comporta duas equipes só que ela não está completa, nós só temos uma médica, tem duas enfermeiras sim, temos duas técnicas também, mas fica meio difícil a gente ter essa questão de ampliação”, explicou a acadêmica de Enfermagem, Caroliny Medeiros.

Para seu Joaquim Matos, usuário das unidades de saúde da família, ampliar o horário de funcionamento não é visto como prioridade. Para ele, seria melhor, antes disso, melhorar os serviços que já existem nesses locais.

“Tem muitas coisas ainda para melhorar porque os atendimentos demoram demais, para marcar uma consulta nós temos que vir 4 horas da manhã, era para ter dentista e nunca teve, entre outras coisas”, falou o roçador, Joaquim Matos.

Segundo o Ministério da Saúde, no Acre, duas unidades se enquadram nas exigências para aderir ao programa, pois possuem três ou mais equipes de profissionais, mas até agora o Estado não recebeu nenhum projeto com proposta de ampliação no atendimento.

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